Mercado livre de energia: falta de informação ainda é grande obstáculo

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Mercado livre de energia avança no Brasil com mais de 84 mil empresas migradas; foco em gestão de tarifas e confiabilidade.

Resumo: o mercado livre de energia no Brasil está ganhando impulso, abrindo espaço para empresas de média e alta tensão escolherem fornecedores e negociarem contratos. Já são mais de 84 mil negócios migrados até maio de 2026, com previsibilidade financeira e maior competição entre fornecedores, além de um processo de abertura gradual para consumidores de baixa tensão até 2028.

No talk promovido pelo Metrópoles em parceria com a Neoenergia, Rita Knop, diretora comercial da Neoenergia, e Henrique Severien, presidente da ABIH-DF, discutiram critérios para a escolha de fornecedores e estratégias para obter bons negócios no ambiente liberalizado, destacando benefícios, riscos e o caminho para uma migração segura.

Dados recentes mostram a evolução do ambiente: até maio de 2026, 84.523 unidades consumidoras já atuavam no mercado livre, com 77% da geração vindo de fontes renováveis, como solar e eólica. Esse movimento reforça a descarbonização da economia e reduz a dependência de combustíveis fósseis.

A abertura para consumidores de baixa tensão está em andamento: até novembro de 2027, a migração para setores industriais e comerciais deve abranger esse grupo, enquanto os consumidores residenciais devem ter acesso até novembro de 2028. A tendência promove maior competição e previsibilidade de tarifas.

Para quem avalia a migração, Knop destacou dois pilares de confiabilidade:

  1. Verifique se a empresa é geradora da própria energia, garantindo o fornecimento contratado.
  2. Avalie a estrutura financeira para assegurar que o preço oferecido se sustenta conforme o perfil da empresa.

Knop explicou que a migração costuma levar, em média, seis meses. A partir da autorização do cliente, toda a parte documental fica por conta da Neoenergia, assegurando o andamento com transparência e suporte ao longo do processo.

Severien, por sua vez, vê a migração como marco para o setor hoteleiro, de alto consumo de energia. “O consumo representa, em média, 6% dos custos operacionais de um hotel. A previsibilidade da tarifa, com opções lineares ou decrescentes, teve impacto positivo nos negócios”, afirmou. Ele também enfatizou que a confiabilidade é essencial, e que o suporte da Neoenergia ajuda a mitigar riscos contratuais.

Além disso, Severien mencionou a possibilidade de congelamento de tarifa como recurso útil em cenários adversos ou sazonais, fortalecendo a segurança financeira das operações, especialmente em segmentos sensíveis a flutuações sazonais.

A pergunta sobre confiabilidade é central: a orientação de Knop é simples e prática para quem está migrando, com a importância de conhecer bem a estrutura do fornecedor, bem como o mecanismo de transmissão e o equilíbrio financeiro da proposta apresentada.

A migração normalmente dura cerca de seis meses, com a Neoenergia assumindo a maior parte da documentação após a autorização do cliente, garantindo um processo claro e sem surpresas ao longo do caminho.

Assista ao talk completo e tire suas dúvidas sobre como escolher o mercado livre de energia sem surpresas:

E você, já avaliou migrar para o mercado livre de energia? Compartilhe suas dúvidas, experiências ou expectativas nos comentários e vamos debater como essa mudança pode impactar seu negócio.

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