Uma operação da Polícia Federal mira o deputado Josimar Maranhãozinho, apontado como líder de um esquema de liberção de emendas parlamentares mediante pagamento de propina por prefeitos. A ação, deflagrada na manhã desta quinta-feira, cumpre mandados de busca e apreensão em Brasília e no Maranhão. O caso surge semanas após o Supremo Tribunal Federal condenar o parlamentar por corrupção e organização criminosa. A investigação aponta que a cobrança chegava a 25% do valor total de cada emenda destinada aos municípios.

A PF pretende aprofundar as investigações para compreender a atuação do grupo, identificar novos elementos de prova e confirmar a participação de outras pessoas ligadas ao esquema de desvio de recursos públicos. A ofensiva busca esclarecer se há mais gestores municipais envolvidos e como ocorria a cobrança de propina.
Na decisão de condenação, o STF apontou que Maranhãozinho integrava um grupo que negociava a liberação de recursos via emendas em troca de vantagens indevidas. Segundo os autos, o parlamentar teria recebido valores superiores a R$ 1 milhão em propina, com cobrança incidindo sobre o montante total de cada emenda destinada aos municípios.
Apesar da condenação, o deputado permanece no exercício do mandato. A pena ainda depende de recursos, e, mesmo em eventual trânsito em julgado, a perda do cargo só ocorre mediante deliberação da Câmara dos Deputados, conforme a Constituição.
A defesa de Maranhãozinho não se manifestou até o momento; o espaço para posicionamento permanece aberto. A operação desta quinta-feira reforça a continuidade das apurações e o objetivo de trazer novos elementos para esclarecer o esquema e identificar possíveis outros envolvidos.
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