Resumo: a prévia da inflação oficial, o IPCA-15 de junho, ficou em 0,41%, sinalizando queda de ritmo pelo segundo mês seguido. O acumulado em 12 meses chega a 4,8%, conforme o IBGE divulgou nesta quinta-feira (25).

O IPCA-15 é uma prévia do IPCA, que serve de base para a meta de inflação do governo. Segundo o Boletim Focus divulgado na última segunda-feira, a mediana das expectativas para o IPCA de junho ficou em 0,32%.
No acumulado de grupos, as principais contribuições para junho foram: Alimentação e bebidas 0,74% (0,16 p.p.), Habitação 0,72% (0,11 p.p.), Artigos de residência 0,36% (0,01 p.p.), Vestuário 0,45% (0,02 p.p.), Transportes -0,03% (-0,01 p.p.), Saúde e cuidados pessoais 0,47% (0,06 p.p.), Despesas pessoais 0,34% (0,04 p.p.), Educação -0,02% (0,00 p.p.) e Comunicação 0,34% (0,02 p.p.).
Alimentação em casa subiu 0,87% em junho, ante 1,73% em maio. Entre os itens, destacam-se batata-inglesa (29,42%), tomate (17,27%), feijão-carioca (14,29%) e cebola (9,54%). O IBGE destaca que, no semestre, tomate (103,84%), cenoura (103,10%) e batata-inglesa (100,20%) já mais que dobraram de preço, em função de variações climáticas.
No grupo Habitação, o avanço veio principalmente da energia elétrica residencial, que subiu 2,04%. A conta de luz teve o maior impacto no índice, 0,08 p.p., explicado pela bandeira tarifária amarela, com um custo adicional de R$ 1,885 para cada 100 kWh. A Aneel aponta que chuva abaixo da média e maior consumo elevam esse custo.
No grupo Transportes, as passagens aéreas tiveram alta de 7,24% (impacto de 0,05 p.p.). Já os combustíveis recuaram 1,22% (-0,08 p.p.). Entre os itens de gasolina e etanol, o etanol caiu 5,30% e a gasolina 0,73%, com impactos de -0,04 p.p. cada; o óleo diesel caiu 1,47%.
O IPCA-15 utiliza uma metodologia semelhante ao IPCA, com coleta de preços em 11 localidades (regiões metropolitanas de várias capitais). O IPCA completo, com 16 localidades, será divulgado em 10 de julho. A diferença entre os índices vem da cobertura geográfica e do período de coleta, que vai de 16 de maio a 16 de junho.
A pesquisa abrange famílias com rendimentos entre 1 e 40 salários mínimos, com o salário mínimo atual em R$ 1.621. Mesmo com diferenças metodológicas, ambos os índices ajudam a orientar as políticas econômicas nacionais.
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