O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou reforços no controle do Proagro, o principal seguro rural do país, incluindo a exigência de fotos georreferenciadas para comprovar perdas nas lavouras. As novas regras entram em vigor para os empreendimentos do Proagro a partir de 1º de julho de 2026, com o objetivo de tornar o programa mais sustentável e reduzir custos para a maioria dos produtores.
Segundo o Banco Central (BC), as imagens devem ser georreferenciadas com localização por GPS incorporada ao arquivo, para confirmar que as fotos correspondem à área afetada. A medida já vinha sendo estimulada desde as enchentes no Rio Grande do Sul, em 2024. Além disso, haverá uma mudança na indenização: o valor pago poderá considerar a produção efetivamente obtida, com desconto em casos de perdas graves.
Alíquotas menores — o monitoramento contínuo do Proagro tem contribuído para reduzir o perfil de risco do seguro rural. Com isso, o CMN ajustou as alíquotas de equilíbrio e os adicionais, levando à redução do custo médio para a maioria dos produtores. A alíquota de equilíbrio é o percentual pago pelo produtor para medir o risco de quebra de safra; o adicional é a taxa extra para ter acesso à cobertura.
As novas regras se aplicarão aos empreendimentos enquadrados no Proagro a partir de 1º de julho de 2026. O Proagro foi criado em 1973 e é custeado pela União, pela contribuição do produtor rural e pelas receitas obtidas com o adicional recolhido.
Essa mudança impacta o planejamento das lavouras e a proteção financeira de quem vive do campo. Deixe nos comentários sua opinião sobre as alterações e como você acredita que elas podem afetar a sua lavoura e seus custos com seguro.

