Governo, sindicatos e setor privado assinaram o Pacto pelo Trabalho Decente em Grandes Eventos, para assegurar condições dignas e direitos trabalhistas a quem atua em grandes eventos, abrangendo desde produção e montagem até segurança, limpeza, alimentação e logística.
O acordo foi oficializado na tarde de uma quinta-feira, reunindo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o Ministério da Cultura (Minc), representantes empresariais e sindicais, além do Ministério Público do Trabalho (MPT) e da Organização Internacional do Trabalho (OIT).
Para Márcia Adão, secretária adjunta da União Geral dos Trabalhadores (UGT), o pacto marca o início de um marco legal que assegura acesso a direitos sociais e trabalhistas básicos, porque “de nada adianta existir eventos grandiosos se não tivermos condições dignas de trabalho”.
Para o presidente da Fecomércio-SP, Ivo Dall’Acqua Júnior, o Brasil já dispõe de um arcabouço legal que garante boas condições de trabalho, e o desafio é adaptar cada ação para priorizar segurança, bem?estar e resultados.
“Quando o país é visitado, quando as pessoas se movem para participar de eventos, você movimenta uma cadeia que também se beneficia. Isso significa crescimento, oportunidade e, o melhor, distribuição de renda”, destacou um representante patronal.
O ministro do Trabalho e Emprego, Rogério Marinho, ressaltou a importância da participação social, do envolvimento de sindicatos e do compromisso das empresas para o sucesso do pacto.
O acordo envolve o MTE, o Minc, representantes empresariais e sindicais, além do Ministério Público do Trabalho (MPT) e da Organização Internacional do Trabalho (OIT), sinalizando uma visão integrada entre economia, cultura e proteção social.
O ministro interino da Cultura, Mário Tavares, afirmou que o Brasil é um dos maiores produtores de grandes eventos e que essa força precisa vir acompanhada de dignidade, formalização e proteção social para quem faz a agenda acontecer.
Dados de 2025 da Abrape apontam que o setor de eventos empregava cerca de 12,7 milhões de pessoas e representava mais de 4,5% do PIB, demonstrando a relevância econômica dessa pauta para o país.
A agenda para o segundo semestre de 2026 e o primeiro de 2027 inclui grandes eventos como Rock in Rio (setembro, Rio de Janeiro), Oktoberfest (outubro, Blumenau), Primavera Sound (dezembro, São Paulo), Carnaval (fevereiro, várias cidades), Lollapalooza Brasil (março de 2027, São Paulo), Conferência da Década da Ciência Oceânica (abril de 2027, Rio) e a Copa do Mundo Feminina da FIFA (junho–julho de 2027, em oito capitais).
E você, o que acha dessa união entre governo, setores produtivos e trabalhadores para ampliar a dignidade e a proteção no cenário dos grandes eventos? Compartilhe seus pensamentos nos comentários e participe da conversa sobre o futuro do trabalho decente na nossa cultura e economia de eventos.
