Nasce o bebê indígena de número 600 do Materno-Infantil de Ilhéus

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Síntese rápida: Em Ilhéus, o Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio, o único hospital da Bahia habilitado pelo Ministério da Saúde para atender Povos Originários, registrou hoje o nascimento do bebê indígena número 600 desde a inauguração, em dezembro de 2021. Henry Matheus nasceu às 29 minutos de 26 de junho, em parto normal, pesando 3.337 kg e medindo 49 cm.

Tradições que se unem Henry é o quinto filho de Naiara Santos, da etnia Tupinambá, moradora da aldeia Serra do Padeiro, em Buerarema, e de Carlos Henrique Brito, da etnia Pataxó Hã-hã-e, da aldeia Caramuru-Paraguaçu, em Pau Brasil. O nascimento é visto como um pacto de paz, cooperação e reciprocidade entre povos distintos, ampliando redes de parentesco e proteção territorial.

Gestão intercultural e acolhimento Desde 2023, com a habilitação do Ministério da Saúde, o hospital tem implementado diretrizes para ampliar o acesso de povos indígenas a serviços especializados, adaptar o ambiente às especificidades culturais e ajustar dietas hospitalares. O acolhimento e a humanização das práticas de cuidado são pilares, fortalecendo a relação entre profissionais e comunidades.

Troca de saberes e rede de apoio O HMIJS promove fluxos de comunicação entre o serviço especializado e a Equipe Multidisciplinar de Saúde Indígena (via Casai) e qualifica profissionais para interculturalidade. Já foram mais de seis mil atendimentos a Povos Originários, visitas a aldeias e intercâmbio com lideranças indígenas, fortalecendo a atuação institucional.

Atenção regional e capacidade O Materno-Infantil é a primeira maternidade 100% SUS da região sul da Bahia, com 105 leitos para obstetrícia, partos normais e de alto risco, pediatria clínica, UTIs pediátrica e Neonatal.

Este marco reforça o papel do hospital como referência para a implantação do IAE-PI nas demais unidades da Bahia, ampliando o cuidado integral aos Povos Originários. Henry Matheus simboliza a continuidade de um cuidado que valoriza saberes tradicionais ao lado da medicina moderna.

E você, o que acha da atuação do sistema de saúde na promoção do cuidado intercultural para comunidades indígenas? Compartilhe suas experiências, perguntas ou opiniões nos comentários. Sua participação enriquece o debate sobre saúde, respeito cultural e cidadania para todos.

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