
Brasil acompanha de perto a audiência do USTR sobre uma possível tarifa de 25% a produtos brasileiros, marcada para 6 de julho. O senador Flávio Bolsonaro está entre os inscritos para falar, defendendo a não aplicação das tarifas. A embaixada brasileira em Washington vai monitorar o debate, enquanto o governo Lula não participará oficialmente do encontro.
A sessão, aberta a empresários e representantes da sociedade civil, vai debater a recomendação do USTR com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA, que propõe novas tarifas. A avaliação é que o evento serve também para acompanhar a postura de Flávio Bolsonaro, que pretende enfatizar a não imposição das tarifas, em linha com o objetivo do Palácio do Planalto de reduzir atritos com Washington.
Segundo o Palácio, o governo Lula não participará oficialmente. A leitura é de que o Itamaraty e o Planalto não veem sentido em levar o debate a uma audiência destinada à sociedade civil, sob a condução de autoridades que ainda estudam o caso. A carta do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, também alimenta o debate sobre facilitar esse diálogo entre o senador e a Casa Branca.
Interlocutores citam que a participação de Flávio Bolsonaro poderia posicioná-lo de forma atrelada a um curso de ação que o governo prefere não apoiar. Enquanto isso, a investigação da Seção 301 segue, e a conclusão do processo será apresentada em uma audiência pública antes de ir à decisão final do presidente Donald Trump.
A família Bolsonaro está associada às taxas aplicadas contra o Brasil, com o irmão Eduardo Bolsonaro, que vive nos EUA, também envolvido na leitura do tema. O caso acende o debate sobre canais de diálogo entre Brasília e Washington e sobre como as medidas podem impactar a relação bilateral.
E você, o que pensa sobre a possibilidade de tarifas? Deixe seu comentário e participe da conversa sobre como essas negociações podem refletir no dia a dia do Brasil e do setor produtivo.
