Vereador preso por elo com PCC pede afastamento do PT, diz partido

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Senival Moura, vereador do PT de São Paulo, foi preso na operação Última Parada, investigada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público por um suposto esquema de lavagem de dinheiro envolvendo o PCC via a empresa Transunição. O parlamentar pediu afastamento do partido para se dedicar à defesa e disse que não pretende vincular os últimos acontecimentos à sigla.

O Diretório Municipal do PT de São Paulo divulgou nota afirmando que não compactua com práticas ilícitas e que “todos os fatos devem ser rigorosamente apurados pelas autoridades competentes, com respeito à lei e às garantias constitucionais.” O texto também sinaliza encaminhamento do caso ao Conselho de Ética, com possibilidades de afastamento ou expulsão.

Segundo a investigação, a Transunição, concessionária que opera 50 linhas na zona leste, movimenta em média 262 passageiros por dia e é apontada como veículo de lavagem, com Senival Moura atuando como uma espécie de sócio oculto. A operação deflagrada pela Civil envolveu a apreensão de documentos da empresa.

Na linha de apuração, surgem diálogos entre suspeitos sobre pagamentos ao vereador, com menções a termos como “extrema”, “veio” e “presidente”. O diretor do Deic, Ronaldo Sayeg, afirmou que Senival teria sido jurado de morte pelo PCC por desvio, mas foi perdoado após o ressarcimento — não há, contudo, informações sobre o valor. O operador Adauto Soares Jorge, apontado como gestor da Transunição, foi morto em uma padaria na zona leste; o Ministério Público sustenta que o crime teve motivação financeira ligada a um possível caixa dois para a campanha de 2020, com Leonel Martins supostamente acionado para resolver a pendência.

O Ministério Público entende que o caso envolve um possível desvio de recursos para sustentar um caixa dois que alimentaria a campanha de reeleição de Senival Moura, em 2020, em detrimento de repasses ao PCC. A investigação aponta o operador Leonel Martins como atuação-chave para resolver a pendência, culminando em violência, como no caso de Adauto Soares Jorge, morto a tiros em uma padaria da zona leste.

O desfecho ainda está sendo preparado pelas autoridades, com novas medidas que devem surgir no decorrer das apurações. A população acompanha de perto o desenrolar das investigações, que prometem esclarecer o papel de atores públicos e privados nesse esquema.

E você, como lê essas informações? Queremos ouvir sua opinião sobre o impacto de casos como este na confiança da população e na gestão municipal. Comente abaixo suas ideias, dúvidas e perspectivas para a cidade.

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