EUA retoma ataques e Trump diz que Irã pode “deixar de existir”

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Resumo rápido: a escalada entre Estados Unidos e Irã voltou a crescer, com novas ações militares e uma retórica dura por parte do presidente americano, Donald Trump. Enquanto os EUA acusam o Irã de violar o cessar-fogo, Teerã afirma ter dado resposta a ataques no Estreito de Ormuz. Um acordo de 14 pontos busca normalizar a passagem marítima, crucial para o petróleo global.

O chefe da Casa Branca reiterou, em publicação nas redes sociais, que pode surgir um momento em que não haverá mais espaço para negociações e que o Irã pode deixar de existir caso seja necessário concluir militarmente o que foi iniciado. A comunicação acompanha novos ataques dos EUA contra alvos militares no Irã e reforça a linha de endurecimento com a qual Trump pretende conduzir a crise no Oriente Médio.

O Exército norte-americano sustenta que a última rodada de ações foi uma resposta direta à contínua agressão iraniana, em especial ataques relacionados a mísseis e drones que teriam violado acordos anteriores. Em seguida, o Irã teria retaliado, atingindo uma embarcação panamenha perto do Estreito de Ormuz, elevando o nível de tensão na região.

Essa sequência acontece após um cessar-fogo firmado com 14 pontos, que visava reabrir a navegação no Estreito de Ormuz, espaço estratégico para o trânsito marítimo e para o fornecimento global de petróleo. O acordo de 14 pontos enfatiza o fim das operações militares, o respeito à soberania e o retorno gradual de sanções, entre outros compromissos. A seguir, os pontos:

  • 1. Fim das operações militares.
  • 2. Respeito à soberania.
  • 3. Prazo para acordo definitivo.
  • 4. Retirada do bloqueio naval.
  • 5. Reabertura do Estreito de Ormuz.
  • 6. Plano de reconstrução econômica.
  • 7. Fim gradual das sanções.
  • 8. Compromissos nucleares.
  • 9. Manutenção do status quo.
  • 10. Exportação de petróleo.
  • 11. Liberação de ativos congelados.
  • 12. Mecanismo de monitoramento.
  • 13. Início das negociações finais.
  • 14. Aval da ONU.

O Estreito de Ormuz segue sendo vital para o comércio mundial, com estimativas variando entre 20% e 25% do petróleo produzido globalmente transitando pela rota em condições normais. O acordo, porém, não deixa claro se Teerã poderá cobrar taxas pelas travessias; Trump afirmou que o trânsito permaneceria gratuito, enquanto o Irã sustenta o direito de cobrar tarifas, mantendo a disputa sobre governança da passagem.

Na prática, a tensão continua: acusações de violações de cessar-fogo, ataques a navios comerciais e contramedidas mútuas alimentam uma percepção de que a área permanece em alerta. O foco está no equilíbrio entre segurança regional e necessidade de evitar uma escalada maior que poderia afetar o fornecimento global de energia.

Na prática, as ações recentes destacam uma batalha de narrativas: os EUA afirmam agir para impedir novas agressões, enquanto o Irã sustenta o direito de responder a ataques, mantendo a pressão pela normalização marítima no Estreito de Ormuz.

Além do conteúdo bélico, o foco permanece na viabilidade de um cessar-fogo duradouro e na condução das negociações que envolvem a participação da comunidade internacional para assegurar o fluxo estável de petróleo e reduzir o risco de uma escalada maior.

Como você enxerga o caminho para a paz na região e a função dos 14 pontos do acordo? Deixe sua opinião nos comentários e compartilhe suas perspectivas sobre o futuro do Oriente Médio.

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