A Justiça de São Paulo decretou a prisão temporária de dois homens, de 40 e 52 anos, suspeitos de fornecer suporte logístico ao ataque que deixou o tenente Ronickson Pimentel dos Santos ferido na cabeça, em Santo André, no ABC Paulista. A vítima é o irmão mais velho de Eloá Pimentel, jovem morta em 2008 após cárcere privado pelo ex-namorado, Lindemberg Alves.
Segundo a Polícia Civil, eles não são os autores dos disparos, mas teriam fornecido apoio essencial à ação. Imagens de câmeras de monitoramento indicam a movimentação coordenada entre a motocicleta usada no crime e três veículos: um Renault Logan branco (ainda não localizado), um Fiat Palio e um Chevrolet Astra.
O juiz da Vara do Plantão de Santo André ressaltou que as evidências afastam a hipótese de encontro casual, sugerindo atuação conjunta e previamente planejada — possivelmente de uma organização criminosa com divisão de tarefas. Celulares dos suspeitos e os dois carros apreendidos já passam por perícia.
O tenente Ronickson Pimentel, de 39 anos, permanece internado na UTI do Hospital Mario Covas, em Santo André, após passar por cirurgia neurológica de emergência. De acordo com o boletim médico mais recente, o estado de saúde é gravíssimo, mas estável, sob monitoramento neurológico contínuo.
A investigação, conduzida pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), trabalha com a hipótese de execução planejada, embora a motivação ainda seja desconhecida. A motocicleta utilizada no crime, roubada e com placa adulterada, foi localizada abandonada no bairro do Ipiranga, na capital.
Os dois suspeitos foram localizados em Guaianases, na Zona Leste de São Paulo, e permaneceram em silêncio durante o interrogatório. Eles devem passar por audiência de custódia na manhã desta segunda-feira (29).
Este caso reacende o debate sobre violência e segurança na região. E você, qual a sua leitura sobre as investigações e o papel de organizações criminosas nesse tipo de crime? compartilhe sua opinião nos comentários e participe da conversa.
