Bahia ganha marco histórico para o audiovisual. Nesse domingo, 28, a Bahia abriu um novo capítulo com a criação da Bahia Filmes, a primeira estatal do Brasil voltada exclusivamente ao setor audiovisual. Integrada ao Plano Plurianual 2024-2027 e vinculada à Secretaria de Cultura (Secult-BA), a empresa tem a missão de impulsionar a cadeia produtiva local, atrair investimentos, apoiar a distribuição de obras e abrir novos caminhos de negócios para produtores e realizadores baianos. Em Salvador, durante a solenidade na sede no Comércio, o governador Jerônimo Rodrigues elogiou a parceria com o governo federal e sublinhou o papel da Bahia Filmes como ferramenta de alcance nacional para o setor.
A agenda institucional foi apresentada com foco em transformar o cenário regional. Entre as ações, está a regulamentação da Bahia Film Commission, além do lançamento de editais relevantes: o Programa Arranjos Regionais (contrapartidas), o Edital de Chamamento Público para Comercialização em Sala de Cinema e a concessão do Cine Glauber Rocha. Essas medidas visam mapear oportunidades, facilitar a circulação de obras baianas e ampliar a presença do conteúdo local em festivais, salas de cinema e salas comunitárias.
Fortalecimento da distribuição e da formação O secretário de Cultura, Bruno Monteiro, destacou que a Bahia Filmes deve ampliar a exibição de produções locais, fortalecer a participação em festivais, cineclubes e salas de cinema, além de atuar em áreas como pesquisa, mapeamento, games, novas tecnologias, formação profissional e parcerias com universidades e escolas de ensino médio. “Estamos falando de uma cadeia que movimenta figurino, transporte, cenografia, gastronomia e diversos outros serviços”, afirmou o dirigente.
Repercussões entre produtores e artistas A produtora Ailly Cavalcante ressaltou a importância de iniciativas como essa, afirmando que “produzimos muito aqui na Bahia e precisamos de apoio para expor as nossas produções. Com a chegada da Bahia Filmes, tenho certeza de que vamos poder mostrar o nosso audiovisual para o mundo”. O ator Daniel Ferreira, que atua há dez anos, também enxerga um caminho mais estável para quem está começando, evitando a necessidade de migração para o Rio ou São Paulo. “Aumentar esse solo aqui na Bahia é muito importante”, disse.
Coordenação e oportunidades O diretor-presidente da Bahia Filmes, Pola Ribeiro, ressaltou que a estatal terá como objetivo coordenar o ambiente de produção audiovisual e estruturar a formação do olhar, para que as oportunidades não se percam. A iniciativa busca, portanto, consolidar a Bahia como polo de produção, distribuindo conteúdos que antes ficavam restritos a outros estados e fortalecendo a cadeia produtiva que envolve desde figurino até logística e serviços de apoio.
Convite à participação A expectativa é alta: com esse impulso, o estado deve ampliar a produção local, descentralizar o mercado e projetar o audiovisual baiano no cenário nacional. E você, o que acha dessa evolução para o cinema e a produção regional na Bahia? Compartilhe sua opinião nos comentários e conte como você pretende acompanhar ou participar dessa transformação.
