A Justiça da Bahia decidiu manter em prisão preventiva o presidente da Câmara Municipal de Lauro de Freitas, João Raimundo Damacena dos Santos, o Juca, após audiência de custódia realizada neste domingo. O caso envolve acusação de agressão contra uma advogada, apontada como ex-companheira, em um comércio no bairro Pituba, em Salvador. A prisão em flagrante foi convertida em preventiva, com o início de investigação pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM). A defesas de Juca sustenta que houve apenas um mal-entendido, ao passo que a atuação policial e as primeiras déclarações reforçam indícios de violência contra a mulher e resistência à prissão.
Juca foi detido na sexta-feira, dia 26, por agentes da 13ª CIPM e encaminhado à Casa da Mulher Brasileira. Segundo relato inicial, o episódio teria sido presenciado por um juiz presente no local, que acionou a Polícia Militar. A Polícia Civil confirmou que o parlamentar teria resistido à prisão e desacatado os policiais. Foram expedidas guias para exames de lesão corporal, e o caso segue sob investigação pela DEAM.
A defesa de Juca negarç qualquer agressão contra a mulher, afirmando que houve apenas uma discussão motivada por divergências profissionais durante uma reunião com sua advogada. Em nota, a assessoria classificou o episódio como um mal-entendido e reafirmou o compromisso do parlamentar no combate à violência contra as mulheres, bem como sua posição contrária a qualquer forma de violência.
A investigação ainda não revelou a unidade prisional para a qual Juca foi encaminhado após a decisão judicial, o que tem gerado repercussão política. Parlamentares cobram rigor nas investigações e acompanham o desenrolar do caso, que permanece aberto até o esclarecimento definitivo dos fatos.
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