Formigão e Gleisinho: clube de Porto Feliz revelou “estranhos” da Seleção

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Resumo: na Copa do Mundo, o Brasil encara o Japão, e Porto Feliz volta a figurar como berço de talentos. Dois jogadores revelados pela Desportivo Brasil — Ederson, conhecido como Formigão, e Bremer, apelidado Gleisinho — cruzam trajetórias que os levaram da base ao futebol europeu e à Seleção Brasileira.

Ederson nasceu nas categorias do Desportivo Brasil aos 14 anos, em 2013, quando ainda era visto como um volante com vocação de meia que pisa na área e marca gols. O fisioterapeuta Cacá Maldonado relembra o apelido carinhoso dado pelos colegas pela “cara de formiga”. No clube, Ederson ficou até os 18, disputando a Copinha pelo DB antes de seguir para o Cruzeiro e, hoje, vestir as cores da Atalanta, na Itália, em sua segunda Copa do Mundo pela Seleção.

Bremer iniciou sua jornada no DB em 2014, integrando a categoria sub-17 com o apelido Gleisinho entre os amigos. O zagueiro logo se firmou como titular em Saudade, Santa Catarina, e Maldonado destaca que ele já chegava com foco e potencial de vencedor. Após passagem pelo Atlético Mineiro em 2017, Bremer joga hoje pela Juventus, também na segunda Copa do Mundo com a Seleção.

O Desportivo Brasil, conhecido como Dragão Chinês, é um clube-empresa que pertence ao Shandong Taishan, da China. Diferente de buscar apenas títulos, o DB foca na formação de talentos para o mercado mundial, com estrutura dedicada ao desenvolvimento humano e esportivo dos atletas, incluindo assistência social frequente. Além de Ederson e Bremer, outros nomes que passaram pelo DB na Copa desta temporada aparecem entre os destaques da seleção e de clubes europeus.

A filosofia do DB fica clara nas palavras de Maldonado: o clube vive para formar, e a “competição” real é o amadurecimento do jogador dentro da instituição. Desde 2020, o DB já contabilizou mais de R$ 120 milhões em vendas de atletas, com nomes como Diego Carlos (Aston Villa), Scarpa (Atlético Mineiro e ex-Palmeiras), Kevin (Fulham) e Rodrigo Muniz (Fulham/ex-Flamengo). Apesar de ver muitos craques saindo, o fisioterapeuta admite que poucos vão atuar pelo time principal, o que pode gerar certa frustração, mas traz a satisfação de ver esses talentos brilharem em grandes clubes e na seleção.

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Maldonado explica que o DB vive para desenvolver pessoas, não apenas para vencer campeonatos. A instituição se orgulha de formar atletas que vão além do campo, e a cada confirmação de venda, a comissão interna celebra o impacto no mercado do futebol brasileiro.

Por trás de cada gole de reconhecimento, há uma história de estrutura, planejamento e um compromisso com o futuro do esporte. É justamente esse ecossistema que permite que jovens como Ederson e Bremer deixem porto seguro de Porto Feliz para brilhar na Itália, na Espanha e na seleção nacional, mantendo viva a promessa de que o talento brasileiro encontra espaço nos grandes palcos globais.

E você, leitor: acha que clubes-empresa como o Desportivo Brasil cumprem o papel de revelar novos craques ou deveriam ter um caminho mais equilibrado entre formação e competições oficiais? Compartilhe suas ideias nos comentários.

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