Hospital onde autista ficou por 1 ano ajudará na transição para abrigo

Escrito por: Diógenes Cunha

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Resumo: Isabela*,16 anos, autista de nível 3, iniciou a transição de uma internação hospitalar para uma casa de passagem em Luziânia (GO), sob tutela do Estado de Goiás, após avanços no tratamento, com visitas assistidas e acompanhamento de uma equipe multiprofissional.

No Hospital Municipal do Jardim Ingá, Isabela participa de um Projeto Terapêutico Singular, com psiquiatra, psicólogo, assistente social, enfermeiros e médicos clínicos. Ao longo de quase um ano, o foco foi estabilização clínica, reabilitação psicossocial e fortalecimento gradual de sua autonomia. A transição para a casa de passagem prevê visitas assistidas três vezes por semana, das 10h às 16h, supervisionadas pela Assistência Social, para garantir segurança e continuidade do cuidado.

Essa etapa ocorre de forma planejada, gradual e supervisionada pela equipe técnica, especialmente pelo Serviço Social, por meio de visitas assistidas, garantindo a continuidade do cuidado, a adaptação ao novo ambiente e a preservação de sua estabilidade clínica.

A evolução clínica de Isabela abriu caminho para a mudança de cenário. A jovem, que viveu grande parte da infância sob cuidados da avó em São Paulo, sofreu a perda da cuidadora e, posteriormente, passou por um abrigo em Luziânia, seguiu para Goiânia e voltou a Luziânia, onde permaneceu no CAPS antes da hospitalização. Com a progressão do tratamento, o hospital passou a integrar a transição com a Secretaria Municipal de Saúde e a Secretaria Municipal de Assistência Social, preparando o encaminhamento a uma casa de passagem.

Entenda o caso

  • Isabela* morava com a avó em São Paulo; a morte da cuidadora tirou a estabilidade da jovem.
  • Foi encaminhada a um abrigo em Luziânia e passou por Goiânia antes de retornar a Luziânia, onde ficou no CAPS.
  • Sem estrutura adequada no CAPS para manter a paciente, houve transferência para o Hospital Municipal do Jardim Ingá.
  • A mãe entregou a guarda da filha ao Conselho Tutelar de Luziânia.
  • Um leito da enfermaria foi adaptado especialmente para receber Isabela durante a internação psiquiátrica.

Abandono

Isabela* chegou a Luziânia em julho de 2025, após o falecimento da avó. A unidade de Jardim Ingá iniciou o tratamento da adolescente, que apresentava comportamento agressivo, com acompanhamento da Vara da Infância e da Juventude e do Conselho Tutelar. Ao longo do tempo, a equipe desenvolveu uma trajetória de cuidado integrada, com perspectivas de acolhimento em um novo lar ainda em avaliação.

Um leito adaptado e a dedicação da equipe transformaram a experiência da jovem, que mostrou avanços significativos no plano de saúde mental. A tutela permanece com o Estado de Goiás, até que haja definição sobre próximos passos.

Para ilustrar a história, confira a galeria de imagens abaixo, que retrata o período de cuidados, a evolução clínica e o ambiente hospitalar.

Ao concluir essa etapa, a expectativa é que Isabela já esteja em um novo lar no próximo mês, com continuidade da assistência social e acompanhamento médico para manter os avanços alcançados.

E você, o que acha importante em uma transição tão sensível para jovens em situação semelhante? Deixe seu comentário e compartilhe suas opiniões.

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