O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência, atua como presidente da Comissão de Segurança Pública do Senado (CSP) desde 2025, porém sua participação tem sido discreta desde o anúncio da candidatura. Mesmo assim, a CSP aprovou medidas relevantes para fortalecer a segurança pública e a agenda da comissão segue moldando a linha do bolsonarismo, enquanto o senador equilibra pautas legislativas com compromissos internacionais.

Segundo levantamento do Metrópoles com dados do Senado, foram agendadas 14 sessões da CSP desde o início de 2025, das quais 9 ocorreram. Flávio presidiu apenas uma delas, em 28 de abril; em 16 de dezembro ele esteve presente, porém sem condução formal dos trabalhos, conforme as notas taquigráficas. Essas lacunas refletem a agenda de pré-candidatura que molda a atuação do parlamentar.
Entre as prioridades destacadas pela liderança da CSP, incluem-se projetos como o PL 321/2023 (audiências de custódia por videoconferência), o PL 2214/2023 (inclusão de menores de idade como agravante em crimes), o PL 5002/2024 (serviço comunitário e/ou prestação pecuniária para quem cumpre regime aberto), o PL 2380/2025 (destinar 1% do Fundo Nacional de Segurança Pública às guardas municipais), o PL 2413/2025 (pelo menos 25% do FNSP para fundos municipais), o PL 3033/2025 (aumento de penas por roubo de câmeras de vigilância) e o PL 3341/2025 (prevenção e combate ao assédio no transporte público).
Parte dos trabalhos é conduzida por aliados, como Sergio Moro, primeiro-vice da CSP, que defende a atuação de Flávio e aponta que ausências são compreensíveis diante da agenda de pré-candidatura. Moro afirmou que o senador participa da construção da pauta, mesmo quando não preside ou não está presente em todas as sessões.
A agenda externa de Flávio ganhou contornos marcantes em 2025, com viagens internacionais e encontros que alimentam a base da pré-campanha. Em 26 de maio, o senador participou de encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Washington, evento que ajudou a pavimentar a linha de propostas para a Segurança Pública. Pouco depois, o governo dos EUA classificou o CV e o PCC como organizações terroristas, fortalecendo o tom de endurecimento defendido pela campanha.
Além disso, houve visitas à Argentina, com reunião com o presidente Javier Milei, e a expectativa de novas faltas na CSP em razão destes compromissos. A campanha de Flávio já apresentava um pacote de propostas para Segurança Pública, incluindo redução da maioridade penal, construção de novos presídios e, entre medidas controversas, a castração química para crimes sexuais, alinhadas ao discurso de defesa de lei e ordem que orienta o campo bolsonarista.
Entre outros nomes que costumam presidir a CSP, Hamilton Mourão também é citado, reconhecendo o ritmo mais lento da comissão neste ano eleitoral, mas ressaltando que o trabalho segue ativo. Moro, por sua vez, confirma a condução de parte das sessões e a continuidade da construção da pauta conjunta, com Flávio contribuindo quando presente.
E você, qual a sua leitura sobre o papel da CSP e a atuação de Flávio Bolsonaro na segurança pública do país? Compartilhe sua opinião nos comentários e conte quais temas você acha que devem ganhar prioridade na agenda do Senado e da Câmara. Seu ponto de vista é importante para entender o cenário político atual.
