Resumo rápido: dirigentes do PDT em São Paulo avaliam a possibilidade de lançar uma candidatura centrista ao governo, sinalizando que esse caminho não está nos planos do partido, enquanto a prioridade atual é a estratégia de suplência de senadores, com atenção a nomes de Marina Silva e Simone Tebet.
A leitura do momento indica que o PDT descartou a ideia de lançar uma chapa de centro para o governo estadual, sustento de que Haddad (PT) e um possível nome de centro não caminham juntos no momento. Até agora, as pré-candidaturas anunciadas são apenas a de Fernando Haddad, pelo PT, e a de Tarcísio de Freitas, pelo Republicanos, o que tende a reduzir o número de concorrentes na disputa de outubro.
No centro da estratégia do PDT está a possibilidade de suplência nas vagas ao Senado. O partido considera que pode ter papel relevante nessa ponta, especialmente se houver espaço para alianças que garantam presença no ranking federal, com celeridade para futuras composições.
O principal nome do PDT para eventuais suplentes é Antonio Neto, presidente da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB). Em 2020, Neto foi indicado como vice na chapa de Mário França (PSB) na eleição paulistana, e, nesta semana, França foi escolhido como vice de Haddad na disputa estadual. Diante disso, a sigla busca viabilizar candidatos que fortaleçam a aliança ao governo.
Além disso, o PDT observa as possibilidades de ocupar um espaço na chapa majoritária sob o argumento de não estar contemplado na composição encabeçada pelo PT, que inclui dois nomes do PSB (França e Tebet) e uma candidata da federação PSOL-Rede (Marina Silva). A ideia é manter a atuação do partido em conjunto com outras forças da centro-esquerda, incluindo a própria chapa ao Senado.
Entre os nomes ventilados para suplência, constam também o ex-secretário de Relações Institucionais do governo Temer, Marcelo Barbieri, bem como outros cotados pelo PT, PV e PCdoB, como Laio Morais, Ana Nice, Kiusam Oliveira e Ramatiz Jacino. O PSB chegou a sugerir Rubens Furlan, ex-prefeito de Barueri, embora ele precise reverter uma inelegibilidade na Justiça Eleitoral. O PV indicou Eduardo Jorge, já conhecido pela candidatura presidencial de 2014, e o PCdoB defende Alcides Amazonas como suplente.
A conjuntura indica uma corrida com menos candidatos até o momento, mantendo o foco na construção de alianças que ampliem espaços para a centro-esquerda no cenário paulista e federal. E você, o que pensa sobre a discussão de suplência e as conversas entre PDT e Haddad? Deixe sua opinião nos comentários.
