Resumo: Dois terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5 devastaram a Venezuela, deixando quase 2 mil mortos, mais de 10 mil feridos e dezenas de milhares de desalojados, enquanto equipes seguem o resgate e a crise ganha contornos políticos entre o governo e a oposição, com a ajuda internacional chegando aos afetados.
Os números oficiais sinalizam que foram os sismos mais fortes no país desde 1900. Ao todo, 855 edifícios foram afetados e 189 desabaram; estima-se que quase 60 mil estruturas possam ter sido danificadas. As áreas de La Guaira e Caracas foram as mais atingidas.
Em termos humanos, a Acnur informou que 40% dos deslocados estão em ruas, espaços públicos ou abrigos improvisados que não atendem padrões mínimos de proteção. Cerca de 30 países participam da operação de resgate, entre eles Brasil, Vietnã, El Salvador, República Dominicana, Espanha, Cuba, Colômbia, México e Estados Unidos.
Entre as tensões políticas, a oposição acusa o chavismo de politizar a crise e de centralizar a distribuição da ajuda humanitária. Moradores relatam controles de acesso a zonas atingidas e entraves burocráticos, enquanto civis e organizações redigiram um manifesto ao governo dos EUA pedindo apoio da administração de Donald Trump em benefício de uma mudança de governo em situação de emergência.
Uma parte relevante da cobertura destaca ainda o retorno de líderes da oposição: Maria Corina Machado tentou retornar do Panamá, mas teve o retorno bloqueado. O governo também restringiu, no início desta semana, o espaço aéreo para voos comerciais até 7 de julho, alegando priorizar rotas de ajuda e resgate.
“Esses abrigos improvisados não atendem aos padrões mínimos de proteção”, afirmou Carlotta Wolf, porta-voz da Acnur, em meio à cobertura da crise. A seguir, apresentamos uma galeria que captura a dimensão do desastre, da resposta humanitária e do impacto sobre a população.









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