Alvo de críticas nos últimos dias, o senador Romário (PL-RJ) anunciou que devolverá aos cofres públicos o salário referente ao período da Copa do Mundo. Em videoconferência no plenário do Senado, nesta terça-feira (30), ele informou ter enviado um ofício à Presidência da Casa solicitando a suspensão das remunerações durante o torneio, assegurando que qualquer valor creditado durante a competição será devolvido.
O ex-jogador está nos Estados Unidos desde a segunda semana de junho, atuando como comentarista da CazéTV, principal parceira na transmissão da Copa em 2026. Além disso, ele mantém atividades públicas à distância enquanto acompanha os jogos, destacando que a decisão envolve compromisso com a cobertura jornalística e com o debate político.
“Abri mão do meu salário por todo o período em que estarei acompanhando a Copa. Não receberei salário desde o primeiro dia da Copa. O que for pago será devolvido aos cofres públicos”, afirmou Romário, durante o pronunciamento. Ele também mencionou que o valor devolvido será revertido ao erário público, reforçando a seriedade da decisão.
Romário explicou que optou por não solicitar licença para permanecer apto a votar, inclusive sobre a PEC 221/2019, que prevê o fim da escala de trabalho 6×1. “Votarei pelo fim da escala 6×1. O dia da votação ainda não foi marcado. Pelo compromisso que assumi de votar favoravelmente a essa matéria é que decidi não tirar licença no Senado”, disse, acrescentando que vota por videoconferência.
Além de comentarista, o ex-jogador passou a assinar uma coluna de análises sobre os jogos da Seleção Brasileira em um jornal, mantendo as atividades parlamentares apenas por meio de videoconferências e do sistema remoto de votação da Casa. A prática mobiliza o acompanhamento da Copa sem afastar os compromissos legais do mandato.
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