
O dólar caiu 0,03% frente ao real, para around R$ 5,20, enquanto o Ibovespa avançou 0,64%, aos 172,7 mil pontos, após três pregões de queda. O movimento reflete um alívio nos mercados após dados de emprego nos Estados Unidos indicarem menor criação de vagas, o que alimenta expectativas de uma atuação menos agressiva do Fed.
O payroll do Departamento do Trabalho norte-americano mostrou, em junho, a criação de 57 mil empregos fora do setor agrícola, bem abaixo da previsão de 110 mil. Além disso, os números de maio foram revisados para baixo, de 172 mil para 129 mil, mantendo a taxa de desemprego estável em 4,2% (contra 4,3% projetados). Esses dados ajudaram a reduzir temores de aperto monetário adicional.
Nas bolsas exteriores, a Europa registrou altas fortes: Stoxx 600 subiu 1,43%, FTSE 100 ganhou 1,67%, DAX avançou 2,02% e CAC 40 teve alta de 1,65%. Já em Wall Street, o dia foi misto: S&P 500 caiu 0,17% e Nasdaq recuou 0,97%, enquanto o Dow Jones subiu 1,03% próximo do encerramento da sessão.
Para a analista Rebecca Nossig, da Nomad, a divulgação do payroll tirou a pressão para que o Fed aumente as taxas. Com o ritmo de criação de vagas mais fraco, a leitura é de juros estáveis ou até espaço para cortes no futuro, cenário que atrai capitais para mercados emergentes como o Brasil.
Apesar do tom otimista, o Ibovespa limitou ganhos pela queda no preço do petróleo, que impacta fortemente as ações da Petrobras e o humor da bolsa brasileira, mais dependente de commodities. Essa variação também permite ao Banco Central respirar e avaliar um cenário de juros estáveis, com a curva de juros futuros (DIs) recuando em quase todos os vencimentos, à medida que o ambiente externo se aquece menos com um cenário de maior aperto monetário nos EUA.
E você, qual movimento do dólar, da bolsa e dos juros tem feito diferença no seu dia a dia? Compartilhe sua leitura sobre o que esperar para os próximos dias e como isso pode impactar seus investimentos e planejamentos financeiros.
