Delegado da PF é baleado por policial militar em operação no RS e dá entrada em hospital em estado grave

Escrito por: Diógenes Cunha

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Durante a manhã desta quinta-feira, em Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, um delegado da Polícia Federal foi baleado por um policial militar que está em licença para tratar de interesses particulares. A ação ocorreu durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão e integra a Operação EZQ 25:17, destinada a desbaratar um esquema de contrabando com ligação a importações de Miami.

O ataque ocorreu no prédio da Rua José Bonifácio, na Vila Rodrigues, durante a busca pelo apartamento da companheira do militar. Segundo informações preliminares, o delegado foi atingido por três tiros e foi levado ao Hospital São Vicente de Paulo, onde permanece em estado grave; o segundo agente da PF foi atendido e liberado no mesmo hospital.

O policial militar, que não ficou ferido, foi preso em flagrante no local e encaminhado à Delegacia da PF em Passo Fundo. A Brigada Militar informou que o servidor está afastado para tratar de assuntos particulares e que ele atirou contra os federais durante o cumprimento do mandado contra a esposa. A Corregedoria-Geral acompanha o caso, destacando o compromisso com a vida, a ordem pública e a legalidade.

A ação faz parte da ofensiva da PF para desarticular um esquema financeiro paralelo que sustenta o contrabando. Ao todo, foram cumpridos 9 mandados de busca e apreensão, 56 ordens de sequestro de imóveis e o bloqueio de 38 contas de pessoas físicas e jurídicas. A estimativa de recursos bloqueados pela 11ª Vara Federal de Porto Alegre pode chegar a R$ 28 milhões, conforme a PF.

A PF aponta que a organização criminosa, originária da fronteira com o Uruguai, coordenava a entrada irregular de mercadorias no Brasil com o apoio de membros que atuavam também em solo americano. A Brigada Militar confirmou o afastamento do militar e reiterou que o caso está sendo acompanhado pela Corregedoria, com o objetivo de preservar a legalidade e a segurança pública.

Por volta das 10h30, as equipes federais deixaram o edifício, enquanto peritos trabalham no local. Um funcionário do condomínio informou ter visto marcas de sangue em um dos andares, acrescentando novos aspectos à investigação em curso.

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