Hospital de SP faz primeira cirurgia com órgãos artificiais

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O ECMO — oxigenação por membrana extracorpórea — chegou ao interior paulista com a primeira cirurgia pediátrica realizada no Hospital da Criança e Maternidade (HCM) de São José do Rio Preto (SP). A tecnologia, que funciona como um coração e pulmão artificiais fora do corpo, amplia o atendimento na região e coloca o HCM como referência na assistência pediátrica com esse suporte de alta complexidade.

O primeiro paciente beneficiado foi Arthur Henrique Morais, de 11 anos, que sofreu uma grave lesão traqueal após um politrauma e precisou passar por uma reconstrução traqueal. Em 28 de maio, a equipe de Cirurgia Torácica do HCM, em parceria com a CardioPedBrasil, realizou o procedimento em que o ECMO funcionou como pulmão artificial, mantendo o pulmão em repouso durante a cirurgia, condição essencial para a realização de uma operação tão complexa.

Segundo o hospital, sem esse tipo de suporte, seria necessário interromper repetidamente a ventilação durante o ato operatório, aumentando o risco de sequelas. O pai do garoto, Valdeir de Morais, comentou que a família celebra o retorno do filho com boa recuperação e com o mínimo de sequelas possível, resultado direto da tecnologia.

Representação artística de dois pulmões
Pulmão artificial permitiu que os pulmões do adolescente dessem férias durante a cirurgia.

A implantação da ECMO pediátrica representa uma ampliação no atendimento do interior: a tecnologia oferece suporte temporário ao coração e aos pulmões durante procedimentos de alta complexidade, algo que antes ficava mais restrito à capital.

Além do investimento em equipamentos, o custo operacional é elevado: cada kit de insumos descartáveis utilizado em um paciente custa cerca de R$ 68 mil. A instituição ressalta que a continuidade do serviço depende de doações e de ações filantrópicas, destacando a participação da dupla sertaneja Zé Neto & Cristiano e do cantor Panda na mobilização de recursos.

O diretor técnico do HCM, Otávio Domingues Prado Franco, afirmou que a chegada da tecnologia representa avanço em segurança e qualidade dos procedimentos realizados pela instituição. “É possível levar ao interior uma tecnologia de ponta, assegurando assistência e modernidade para todos os municípios da nossa referência”, disse.

E você, o que acha dessa inovação que pode transformar o cuidado com crianças na região? Compartilhe sua opinião nos comentários e conte como essa notícia impacta a visão que você tem sobre avanços na saúde

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