Órgão eleitoral ratificou o resultado do segundo turno. Keiko Fujimori venceu Roberto Sánchez por diferença de 49 mil votos
Resumo direto: o Jurado Nacional Eleitoral (JNE) do Peru confirmou a vitória de Keiko Fujimori no segundo turno, com 50,135% dos votos válidos (9.223.396), diante de 49,865% (9.173.755) para Roberto Sánchez, uma diferença de 49.641 votos.




A apuração foi concluída pela ONPE em 29 de junho, e somente na sexta-feira, 3 de julho de 2026, o JNE confirmou a vitória de Keiko Fujimori. A candidata, filha do ex-presidente Alberto Fujimori, assume o governo em meio a um cenário de altos desafios sociais e violência, com um Congresso bastante fragmentado.
No fechamento, Sánchez anunciou que não reconheceria o resultado e indicou a possibilidade de recorrer à Corte Interamericana de Direitos Humanos para contestar o desfecho. Enquanto isso, Keiko agradeceu o apoio e disse buscar reduzir a profunda polarização no país, ressaltando a percepção de que o Peru está dividido.
A disputa ocorre num contexto de instabilidade institucional no Peru: nos últimos oito anos, o país teve oito presidentes, desde a destituição de Pedro Castillo até a transição após a presidência interina de José María Balcázar Zelada. O avanço da nova líder esquadria-se num momento em que o país enfrenta desafios de criminalidade e uma dinâmica congresual complexa.
Na região, o mapa político está se inclinando para a direita: sete dos doze países sul-americanos são governados por autoridades de direita, centro-direita ou extrema-direita, incluindo Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai e Peru. Do outro lado, Brasil, Uruguai, Venezuela, Guiana e Suriname seguem sob governos de esquerda ou centro-esquerda.
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