Kimonos e inscrições eram armadilha de professor para abusar de alunas

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Nova versão de titular: Polícia aponta conduta de professor de jiu-jítsu envolvendo adolescentes, promessas de kimonos e exploração sexual

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professor de jiu-jiu-sitsu preso

Caso envolve violência sexual cometida por Carlos Vieira Holanda, professor de jiu-jítsu de Manaus, que foi preso pela Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA) sob suspeita de estupro de vulnerável e exploração sexual. A Polícia Civil do Amazonas (PCAM) aponta que o docente usava promessas de fornecimento de kimonos e de pagamento de inscrições em campeonatos para atrair alunas adolescentes, levando-as a ambientes inadequados onde ocorriam os abusos.

Além disso, o esquema envolvia Holanda atuando como intermediário entre as vítimas e supostos patrocinadores, em troca de vantagens financeiras. Em alguns casos, ele chegou a obrigar uma jovem a se encontrar com um empresário para a produção de conteúdo sexual, com o objetivo de atrair apoio para o esporte.

Até o momento, a polícia identificou ao menos sete vítimas, embora as autoridades acreditem que o número real possa ser maior. As adolescentes só procuraram ajuda após a repercussão de casos recentes no meio esportivo. Holanda usava seu status no jiu-jítsu para intimidar as vítimas, minimizando a gravidade dos atos.

A PCAM confirmou que Holanda estava com mandado de prisão em aberto desde o fim de maio. A captura ocorreu por volta das 6h desta segunda-feira, na residência do suspeito, após uma tentativa de fuga. Segundo a investigação, ele modificou a estrutura do imóvel para criar saídas estratégicas; o cerco da DEPCA já havia mapeado o terreno. Um homem que tentava alertar o professor foi contido, e os demais que auxiliaram na ocultação também serão investigados.

Durante o depoimento, Holanda optou pelo silêncio, exercendo o direito constitucional. Ele alegou inocência, mas não respondeu sobre o motivo da fuga, caso tenha algo a esconder.

A PCAM reforçou a importância de outras possíveis vítimas procurarem a delegacia. A instituição destacou que o caso é isolado e que o jiu-jítsu continua sendo um ambiente saudável.

E você, o que pensa sobre casos como este envolvendo figuras ligadas ao esporte e a proteção de jovens? Compartilhe sua opinião nos comentários abaixo.

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