Mbappé responde a ataque racista de senadora paraguaia e tema reacende debate sobre preconceito no futebol
Kylian Mbappé foi alvo de um ataque racista vindo da senadora paraguaia Celeste Amarilla após a eliminação do Paraguai na Copa do Mundo. O relato, que ganhou repercussão nas redes, mostra o atacante respondendo com firmeza, condenando o preconceito e defendendo seus colegas de seleção.
Na segunda-feira, Amarilla publicou uma mensagem no X exigindo retratação de Mbappé e avisando que poderia tomar medidas legais. Em verbete firme, ela afirmou: “Você não me conhece. Você não tem o direito de dizer que eu sou uma mulher desprezível.” A parlamentar também alegou violência de gênero, dizendo que o atacante a teria humilhado e atacado sua dignidade.
“Você não me conhece. Você não tem o direito de dizer que eu sou uma mulher desprezível.”
As postagens de Amarilla não se limitam à retratação. Em tom duríssimo, a senadora acusou Mbappé de desrespeitar a origem e a identidade paraguaia, usando comentários carregados de preconceito sobre raça e etnia. Ela descreveu o jogador como “um camaronês colonizado, fingindo ser francês”, acrescentando insultos que misturavam raça, classe e nacionalidade.
“Um camaronês colonizado, fingindo ser francês, ressentido, novo-rico, arrogante e feio.”
Em resposta, Mbappé recorreu às redes para dizer que a postura da parlamentar é desprezível e indigna do cargo. Em publicação direcionada a Amarilla, o atacante afirmou que ela não representa o Paraguai e ressaltou o histórico esforço de seus jogadores na Copa, cobrando cobrança de respeito e responsabilização contra o discurso de ódio.
“Madame Celeste Amarilla, você é uma mulher desprezível e indigna de sua função. Você não representa o Paraguai… Eu nunca permitirei que pessoas como você propagarem o ódio que desprezo.”
Além das respostas, o episódio ganhou contornos ao longo de mensagens adicionais da senadora, que também abordou sua trajetória educacional na França e afirmou respeito pelo país anfitrião. O pronunciamento íntegro refletiu a tentativa de defender a honra do Paraguai diante das acusações de intolerância e reforçou o debate sobre como o preconceito se manifesta no mundo do futebol.




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