A Defensoria Pública de Minas Gerais orientou a Prefeitura de Belo Horizonte a remover anúncios de casas de apostas – popularmente chamadas bets – veiculados em ônibus, pontos de ônibus e estações do transporte público da capital. Além da retirada, a instituição sugeriu uma campanha de conscientização sobre os riscos do jogo, com canais de atendimento pelo SUS. A PBH tem 10 dias para informar quais medidas pretende adotar.

Belo Horizonte – A Defensoria Pública encaminhou a recomendação ao prefeito Álvaro Damião (União Brasil), ao superintendente de Mobilidade e à BHTrans, solicitando que informem quais medidas serão tomadas para cumprir a orientação de retirada dos anúncios nas vias e nos veículos.
Além da retirada, a Defensoria pleiteia uma campanha de conscientização para explicar os riscos do vício em jogos e apostas, com divulgação dos serviços de apoio existentes no SUS.
Além da retirada, a Defensoria também pediu que o munícipio faça uma campanha de conscientização sobre os riscos do vício em jogos e apostas. A ideia é orientar a população e divulgar os canais de atendimento e tratamento disponíveis pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
O documento foi encaminhado ao prefeito, à cúpula da Mobilidade e à presidente da BHTrans, além de solicitar informações ao Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte (Setra-BH) para saber quais empresas exibiram anúncios, quais apostas foram veiculadas, por quanto tempo e em quais linhas.
O Consórcio Transfácil informou que ainda não foi notificado oficialmente sobre a recomendação. A empresa afirmou que todas as campanhas nos ônibus seguem a legislação vigente e que não há restrições específicas para publicidade nesse setor.
Em nota, o consórcio afirmou ainda que “a campanha mencionada já se encontra em sua fase final de exibição” e que a remoção das peças publicitárias, incluindo os formatos backbus e backseat, começou nesta segunda-feira (6/7), conforme o cronograma previsto para o encerramento da ação.
A reportagem apurou que não foram divulgados o número de veículos com a campanha nem o valor acordado pelas empresas de apostas, pois tais dados não foram informados pelo consórcio. A prefeitura também não respondeu até o momento.
“Propaganda para quem conta moedas” – Nas redes, internautas criticaram a presença de anúncios de apostas em ônibus, com comentários sobre o público-alvo e a exposição de jovens em circulação, inclusive para quem depende do transporte público para pagar a passagem. Alguns chegaram a remover QR Codes para dificultar o acesso às plataformas de apostas, enquanto outros compartilharam experiências de cidades onde a publicidade gerou debates semelhantes.
A Esportes da Sorte, responsável por uma das campanhas, informou que aguarda posicionamento da empresa e que o assunto continua sob análise pelas autoridades locais, com a comunicação de eventuais desdobramentos a ser publicada pela imprensa.
E você, o que acha dessa estratégia de publicidade no transporte público? Comente abaixo suas opiniões sobre o tema, os impactos para jovens e a responsabilidade das autoridades na regulação desse tipo de propaganda.
