Uma das últimas grandes testemunhas do protestantismo no Irã, a Igreja Evangélica de São Pedro, em Teerã, corre risco de confisco pelo regime islâmico, em meio a uma escalada de repressão contra cristãos que se convertem. O alvo não é apenas a fé, mas a própria posse do espaço onde a comunidade pratica seus cultos há quase um século.
Relatos indicam que as autoridades têm pressionado pela suspensão de atividades, com a ameaça de fechar a igreja, tomar o complexo e desalojar 20 famílias que moram no local. Forças de segurança teriam entrado durante um culto para identificar os presentes e prometeram retornar para evacuar quem reside ali e assumir o controle.
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Igreja Evangélica de São Pedro de Teerã. (Foto: Wikimedia/Herbert karim masihi).
Fundada em 1876 por missionários americanos, a igreja tem servido a uma pequena comunidade protestante ao longo de mais de um século, mantendo-se como marco histórico de fé em meio a mudanças políticas e sociais no país.
Contexto de repressão A ação contra São Pedro se insere numa onda de repressão que se intensifica após o aumento de conversões ao cristianismo no Irã — especialmente entre cristãos protestantes — provocando temores entre as autoridades de perder o controle sobre comunidades religiosas emergentes. Especialistas consultados pela imprensa internacional apontam que muitos buscam raízes cristãs e, para alguns, a saída do Irã se torna opção viável para uma vida alinhada aos seus valores.
O Irã é reconhecido como um país de maioria muçulmana, onde a prática de evangelismo e até a posse de Bíblias cristãs enfrentam restrições severas. Mesmo diante da pressão, registram-se relatos de comunidades secretas crescendo no país, sob vigilância constante, algo que organizações de defesa religiosa acompanham de perto. A igreja São Pedro fica assim entre os casos que ilustram a tensão entre liberdade religiosa e controle estatal.
Distribuída por observadores internacionais, a situação reforça a classificação do Irã em tempos recentes entre as maiores áreas de perseguição religiosa, destacando a persistência de pressões sobre minorias e a difícil busca por espaços de culto em ambientes restritivos.
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