Operação Quêops desarticula pirâmide financeira no DF; seis mandados e prisões em estados diferentes
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A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou a Operação Quêops nesta quinta-feira (9/7), após denúncia de uma moradora do DF que caiu em um esquema de pirâmide financeira. A ação, conduzida pela Divisão de Análises de Crimes Virtuais (DCV) da CORF, cumpriu seis ordens judiciais: três prisões temporárias e três de busca e apreensão. Entre os investigados, dois seriam líderes do grupo, alvos de mandados em Santa Maria (RS), e outro foi detido em Manaus (AM). A operação também resultou na apreensão de itens, incluindo um Rolex, em meio às investigações.
Segundo a PCDF, a empresária do DF investiu cerca de R$ 245 mil acreditando em uma plataforma apresentada como empresa internacional de alta rentabilidade. Ela transferiu diferentes valores, e após resistir a sacar os supostos lucros, percebeu que o dinheiro não existia. A investigação aponta que o grupo utilizava um consultor financeiro “de fachada” para pressionar novas taxas de desbloqueio de valores.
As apurações indicam que o modo de operar envolvia uma plataforma falsa de investimentos, promovida por meio de anúncios patrocinados nas redes sociais, com uso de imagens de figuras conhecidas para transmitir credibilidade. A empresa alegava ter sede em Saint Vincent e Granadinas, atuando em diversos países, mas não possuía CNPJ nem autorização para atuar no Brasil.
O esquema atraía vítimas via WhatsApp e as conduzia a cadastros em plataformas paralelas, onde eram apresentados gráficos de valorização simulada. Na prática, a retirada de recursos sempre exigia novos pagamentos de taxas, impostos ou custos administrativos, sem qualquer liberação do dinheiro.
A movimentação financeira destacada pela investigação envolve o desvio de recursos por meio de contas diversas, uso de empresas de fachada e operações com criptoativos — uma estratégia típica de lavagem de dinheiro. Um dos alvos chegou a movimentar milhões antes dos 23 anos, mesmo declarando renda modesta e tendo recebido auxílio durante a pandemia.
A polícia também identificou uma empresa com capital social de apenas R$ 1 mil, mas capaz de movimentar milhões entre instituições financeiras, reforçando a hipótese de ocultação de recursos ilícitos. As investigações seguem para localizar novos integrantes, rastrear o destino dos valores desviados e aprofundar a identificação de empresas de fachada.
Os investigadores ressaltam que o grupo respondia por estelionato eletrônico, associação criminosa, lavagem de dinheiro e manutenção de esquema de pirâmide financeira. A apuração continua para mapear vítimas adicionais e o esquema completo de operações no Brasil.
E você, o que acha dessa modalidade de golpe e como se protege de propostas que prometem lucros fáceis? Deixe seu comentário com perguntas, reflexões ou relatos — sua participação ajuda a esclarecer o tema para quem acompanha o caso.
