
O aiatolá Ali Khamenei, ex-líder supremo do Irã entre 1989 e 2026, foi sepultado no santuário Imam Reza, em Mashhad, no nordeste do país, após seis dias de cerimônias de despedida que reuniram autoridades e multidões.
Antes do enterro, um cortejo fúnebre com milhares de iranianos percorreu as ruas de Mashhad, cidade natal do líder, cuja presença é marcante para os fiéis xiitas.
Nascido em 1939, Khamenei deixa um legado que moldou a política iraniana por décadas, agora encerrado com a devolução do corpo ao santuário onde nasceu.
Ali Khamenei foi assassinado em 28 de fevereiro, no primeiro dia da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã.
As cerimônias de despedida começaram no último sábado (4/7) e percorreram não apenas regiões do Irã, mas também cidades iraquianas consideradas sagradas para muçulmanos xiitas, ampliando o alcance da homenagem.
O funeral ocorreu em meio a novos ataques norte-americanos contra o território iraniano. As operações dos EUA romperam o cessar-fogo em vigor há semanas, em resposta a supostos bombardeios iranianos contra embarcações no Estreito de Ormuz. Em retaliação, forças iranianas atacaram posições norte-americanas no Bahrein e no Kuwait.
As cerimônias evidenciam a coesão entre o Irã e as comunidades xiitas da região, com um grande número de fiéis marcando o cortejo e o adeus ao líder.
A imagem da Agência Tasnim, que ilustra o momento da despedida, acompanha a cobertura.
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