A Anthropic vai cobrar pelo uso do Claude Fable 5, seu modelo de IA mais avançado para consumidores, a partir de 13 de julho. Planos existentes de US$ 20, US$ 100 e US$ 200 por mês passam a ter tarifas adicionais conforme o volume de tokens, sinalizando uma mudança expressiva no modelo de negócios da IA para usuários comuns.
A cobrança será por token: US$ 10 por milhão de tokens enviados e US$ 50 por milhão de tokens gerados. Assim, um assinante do plano de US$ 20 que envia 1 milhão de tokens e recebe 1 milhão de tokens de retorno pagaria US$ 60 extras, elevando o gasto mensal para US$ 80. Um milhão de tokens equivale a cerca de 750 mil palavras.

A mudança acompanha uma tendência mais ampla de cobrança por uso, já comum entre desenvolvedores via API. No varejo, porém, as assinaturas fixas dominaram por anos. Cursor e outras empresas já migraram de planos ilimitados para cobrança por volume. A Anthropic também tem adotado esse modelo para grandes clientes corporativos e sinaliza que poderá trazer novamente o Claude Fable 5 para os planos de assinatura assim que a infraestrutura permitir, sem previsão de quando.
Dados da Sensor Tower mostram o quão rápido o Claude cresce, ainda que longe dos líderes. Em maio, o serviço anotou cerca de 245 milhões de visitantes únicos, frente a 1,11 bilhão do ChatGPT e 662 milhões do Gemini. A companhia aposta que há consumidores dispostos a pagar por desempenho premium, mirando o papel de uma “Apple da IA” para quem busca o melhor do mercado, tanto no trabalho quanto no dia a dia.
Com isso, OpenAI e Google podem seguir caminhos diferentes: aumentar receitas por meio de publicidade ou manter preços mais baixos para ampliar o alcance. A Anthropic, por sua vez, mantém a cobrança por uso como estratégia central, ao menos até ampliar substancialmente sua capacidade computacional. Se você acredita que vale pagar por acesso ao que há de mais avançado em IA, conte nos comentários o que pensa sobre essa mudança de modelo e como isso pode impactar seu dia a dia.
