MPDFT amplia ações contra influenciadores que divulgam jogos de azar
Resumo para leitura rápida: no início de 2026 o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) intensificou ações contra influenciadores que promovem apostas online. Em 8 de julho de 2026, o órgão protocolou uma ação civil pública contra Virginia Fonseca e a plataforma Blaze, pedindo indenização de pelo menos 120 milhões de reais por danos morais coletivos. Forms de outros nomes ligados ao tema, como Felipe Prior, Neymar Jr. e Lucas Lira, também aparecem nos autos, revelando um movimento institucional para responsabilizar divulgações de jogos de azar nas redes.
Virginia Fonseca sob mira do MPDFT A ação descreve Virginia como possível “braço operacional” da Blaze, destacando uma parceria que, segundo o MPDFT, configura um conluio predatório. Entre os pontos citados estão 42 mil reclamações registradas contra a Blaze, e um vídeo de Virginia incentivando apostas em partidas específicas, como Cabo Verde x Argentina, que teriam gerado perdas significativas para seguidores. O MPDFT pede que Virginia e a Blaze paguem pelo menos 120 milhões em indenização por danos morais coletivos, com a defesa alegando necessidade de provas concretas.
Casos anteriores e citados na petição O ex-BBB Felipe Prior já responde a processo criminal por crimes de consumo e por “abuso da boa-fé” para levar vítimas a apostas prejudiciais, com indícios de esquema de remuneração que envolvia cadastro de novos usuários e comissões sobre perdas. No âmbito civil, Prior foi condenado a apagar publicações que prometiam ganhos com apostas esportivas. A ação também cita Neymar Júnior e outros influenciadores, como Lucas Lira e Bruna Sunaika, com relatos de lucros anunciados e conteúdos que promoviam a Blaze.
Paralelamente, o MPDFT aponta o modelo de negócios da Blaze, que manteria parcerias com figuras de grande projeção para ampliar o alcance de campanhas de captação de consumidores hipervulneráveis. A peça sustenta que esses mecanismos de atração e retenção teriam caráter sistêmico no setor de apostas de quota fixa, justificando uma resposta institucional proporcional.
O lado contrário A defesa de Virginia Fonseca afirmou que a ação depende de provas e não de suposições, e que o MPDFT poderia ter aguardado o desfecho de apurações já em curso. Ainda assim, os advogados garantem cooperação com o Judiciário para esclarecer a relação contratual, remunerações e limites da atuação pública da influenciadora. Os demais citados foram contatados, mas não se manifestaram até o momento.
Detalhes processuais e desdobramentos No conjunto de denúncias, o MPDFT descreve operações estruturadas para atrair consumidores com promessas de lucro fácil, incluindo pagamentos fixos por cadastro e participação de 15% sobre as receitas geradas pelas perdas. Entre as estratégias, destaca-se a ideia de “alavancagem 10x” para prometer ganhos rápidos com investimentos iniciais baixos. Em 2023, o MPDFT já investigava táticas similares, o que sustenta a linha de atuação atual.
Entre os nomes citados, Neymar Jr. aparece como parte de uma estratégia para ampliar a atratividade da plataforma de apostas, e o MPDFT solicita cópias de contratos com o atleta e com os demais influenciadores para avaliar valores e regras de marketing. A ação também menciona a necessidade de esclarecer vínculos contratuais e limites da atuação publicitária, com o objetivo de evitar danos aos consumidores.
O que vem pela frente A Procuradoria quer responsabilizar tanto pessoas quanto empresas envolvidas, com foco na proteção dos consumidores hipervulneráveis e no uso responsável das redes sociais por figuras de grande alcance. O caso permanece em andamento, com a defesa prometendo apresentar esclarecimentos técnicos nos autos e contestar as alegações com base em provas concretas.




