Na noite desta quinta-feira, a influencer e curadora cultural Mônica Freitas conduziu uma visita guiada à exposição Constelações Contemporâneas, em Brasília, reunindo cerca de 80 convidados no foyer da Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional Claudio Santoro. A mostra, que reúne 41 artistas que atuam na capital, fica em cartaz até 17 de julho e convida o público a mergulhar em leituras sobre território, memória e natureza na produção local.
A curadoria, assinada por Mônica Tachotte, enfatiza a celebração de criadores que trabalham em Brasília e, muitas vezes, ficam em segundo plano. “Mapeamos a produção da cidade para dar voz aos artistas locais e mostrar que Brasília respira arte”, explicou Tachotte, que abriu a noite apresentando o conceito da mostra, pensado para aproximar o público das trajetórias que alimentam a cena criativa da região.
Entre os participantes que falaram ao longo da noite, o grupo destacou oito artistas que compuseram o núcleo temático Território, Paisagem e Ancestralidade: Patrícia Monteiro (Pam), Paula Calderón, Daniel Toys, Marina Fontana, Daniel Jacaré, Rogério Roseo, Maria Porto e Victoria Serednicki. Cada uma das falas conectou a obra ao próprio percurso, à memória familiar ou à relação com o Cerrado, convidando o público a construir sentido a partir das próprias leituras.
Pam contou como descobriu a pintura em 2017 e afirmou que suas telas convidam o observador a completar a obra com a imaginação, sem roteiro rígido. Calderón apresentou a série Construção, homenagem às mãos que ergueram Brasília, nascida de cartas do avô durante a construção da cidade. A partir dessas vozes, a mostra reforça o fio que liga passado, vivido e espaço urbano.
Ao longo da noite, o conjunto Entre o Projeto e o Vivido mostrou como o desenho, o giz e a pintura podem traduzir o cotidiano do Plano Piloto, com obras de Daniel Jacaré que utilizam pontos de luz, cores e movimento para construir memória. Rogério Roseo trouxe seus Padrões Vibratórios, enquanto Maria Porto explorou memórias com uma linguagem que não é nostalgia, mas uma memória em transformação. Victoria Serednicki encerrou destacando a natureza como metáfora de evolução e vida.
A exposição ocupa os dois andares do foyer do Teatro Nacional, permitindo um percurso que mescla memória, cotidiano e contemplação. Além das obras, a noite contou com apresentações de artistas que, juntos, revelam uma Brasília que vive a arte de forma viva e acessível, ultrapassando fronteiras entre projeto urbano e vivência cotidiana.
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