Venezuela não acha sobreviventes de terremotos há mais de uma semana

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Resumo: semanas após o terremoto que atingiu Venezuela, as buscas por sobreviventes seguem, mas as esperanças diminuem. O balanço oficial acumula milhares de mortos, feridos e desabrigados, enquanto mais de 29 mil pessoas continuam com paradeiro desconhecido.

As operações de busca continuam em La Guaira, Caracas e arredores, porém o padrão das construções e o desgaste das estruturas dificultam o avanço. Até o momento, o governo aponta 6.462 resgatados com vida, enquanto 4.333 mil pessoas foram registradas mortas, 16.740 mil ficaram feridas e 17.907 mil desabrigadas. Também constam 856 edifícios danificados, 190 instalações totalmente colapsadas, e 31.193 mil pacientes atendidos; os prejuízos estruturais são estimados em US$ 37 bilhões (cerca de R$ 191 bilhões).

O cenário mais crítico é La Guaira, onde a destruição é considerada total. Segundo o chefe da missão brasileira de buscas, Armin Braun, as equipes enfrentaram desabamentos recorrentes e foram obrigadas a operar com maquinário leve, muitas vezes a cerca de 10 metros de profundidade, em zonas de difícil acesso. As construções fortes, que deveriam proteger, acabaram dificultando o progresso dos resgates.

“As construções onde atuamos eram muito robustas”, explica Braun. “As equipes de busca enfrentaram dificuldades para progredir e adentrar nos edifícios destruídos, já que o risco de novos desabamentos nos obrigava a utilizar apenas maquinário leve, que operava a cerca de 10 metros abaixo dos escombros.”

A equipe brasileira, formada por 82 especialistas, realizou 90 intervenções na tentativa de encontrar sobreviventes. As jornadas variavam de 3 a 50 horas, conforme as condições de cada local. Ao todo, as operações resultaram no resgate de 23 corpos; até agora, há registros de 14 pessoas resgatadas com vida desde o fim de junho. Ainda há possibilidade de encontrar sobreviventes, dependendo de fatores como estado de saúde, água e alimentação disponíveis.

“Isso depende de algumas condições, como, por exemplo, não estarem machucados e terem acesso a insumos, como água e alimentos”, explica Braun.

Veja abaixo uma seleção de imagens que registram o impacto do tremor e os trabalhos de resgate (galeria com visualização em grade, disponível para navegação ampliada):

Para acompanhar as imagens em maior qualidade, navegue pela galeria com os botões anterior e próximo. O conjunto mostra a magnitude da tragédia e os esforços que permanecem em andamento, mesmo com as dificuldades de acesso aos locais atingidos.

Quer compartilhar sua visão sobre a resposta humanitária ou sugerir caminhos para apoiar as vítimas? Deixe seu comentário e participe da conversa sobre uma resposta global a desastres como esse.

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