Polícia indicia 4 por compra de bens roubados de casal morto em BH

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Paola Setefany diarista que matou casal de idosos em BH

Belo Horizonte — A Polícia Civil de Minas Gerais encerrou o inquérito envolvendo a diarista Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, apontada como autora da morte de um casal de idosos em junho. Além disso, quatro homens foram indiciados por receptação qualificada ao comprarem itens roubados na residência das vítimas. Os quatro se apresentaram à polícia, acompanhados de advogados, e devolveram tudo o que haviam adquirido.

Entre os itens recuperados pela PCMG, constam: R$ 18,8 mil em dinheiro, 14 relógios, dois celulares, oito frascos de perfume, diversos acessórios (brincos, anéis, pulseiras, pingentes, cordões), 11,2 gramas de ouro fundido, dois pares de tênis, dois casacos e outras peças de vestuário. Boa parte desses itens foi devolvida pelos acusados.

As investigações apontam que Paola entrou no edifício por volta das 7h30 do dia 29 de junho, levando apenas uma bolsa, e saiu às 15h30 com roupas diferentes e duas sacolas grandes, incluindo uma bolsa identificada como pertencente a Maria Clotilde. Claudio Atala e Maria Clotilde Atala foram alvo de múltiplos golpes de faca, uma violência considerada incompatível com um simples roubo e que sinaliza crueldade.

Após o crime, a diarista ficou circulando entre Belo Horizonte e Itabira por cerca de dois dias, hospedando-se em hotel na Savassi, fazendo refeições, usando aplicativos de transporte e vendendo as joias roubadas. A investigação aponta que Paola também realizou compras com os itens obtidos ilegalmente.

Paola foi presa na madrugada de 2 de julho, em um hotel de Itabira, durante operação do Depatri, acompanhada do filho de seis anos. Os agentes também apreenderam R$ 18,8 mil, celulares, joias e semijoias, bolsas, perfumes, roupas, óculos e uma faca, além de 165 comprimidos de sedativo em posse da investigada. A suspeita era de que ela tentaria fugir para o Rio Grande do Sul.

A reconstituição da morte no apartamento, uma das últimas etapas do inquérito, registrou a participação de Paola, ainda que a recepção tenha sido hostilizada por vizinhos, que a passaram a xingar de “assassina” e “vagabunda”.

Também foram identificadas outras quatro vítimas da diarista, com relatos de crimes semelhantes, sempre com o mesmo modo de agir: dopar clientes para facilitar roubos. A polícia informou que o caso pode ter desdobramentos adicionais.

A polícia ressalta que os homens indiciados pela receptação qualificada podem ter pena reduzida por arrependimento, conforme o art. 16 do Código Penal. Enquanto isso, as investigações continuam para esclarecer todas as circunstâncias do caso.

Se você tem informações ou opinião sobre o caso, conte nos comentários. Sua leitura ajuda a entender o impacto desses episódios na nossa comunidade e como a justiça atua para apurar crimes desse tipo.

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