
Resumo: a OMS projeta que 2025 traga leve melhoria na cobertura vacinal global, mas ainda assim cerca de 13,5 milhões de crianças no primeiro ano de vida não receberam nenhuma vacina. Ao mesmo tempo, 90% das crianças receberam ao menos uma dose de difteria, tótese e coqueluche (DTP) e 85% completaram o esquema de três doses, revelando avanços, porém números que deixam lacunas importantes.
Apesar da progressão, o saldo continua aquém do ideal. Aproximadamente 7,3 milhões de crianças iniciaram a vacinação com DTP, mas abandonaram o calendário antes de receber a primeira dose contra o sarampo, o que impede a proteção total contra a doença. Esses desvios no fluxo de imunização ajudam a explicar por que ainda há vulnerabilidade em várias regiões.
A situação é especialmente crítica quando olhamos para o sarampo. No último ano, 57 países relataram surtos de grande magnitude. A OMS aponta que, embora 84% das crianças recebam a primeira dose da vacina contra o sarampo, apenas 77% completam a segunda dose, deixando uma faixa significativa sem proteção. A cobertura estimada para prevenir surtos permanece em 95%.
Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, ressaltou que toda criança merece proteção vacinal — independentemente de nascimento ou contexto — afirmando que a imunização é uma intervenção de alto valor, custo-efetiva e essencial para a saúde e o bem-estar infantil.
Para reforçar a vigilância e a proteção, a OMS frisa a necessidade de manter níveis elevados de cobertura vacinal global, especialmente em áreas com conflitos, pobreza ou acesso limitado a serviços de saúde. A mensagem é clara: a imunização salva vidas, reduz custos de saúde e evita surtos devastadores de doenças preveníveis.
E você, o que acha que pode ser feito para aumentar a adesão às vacinações e alcançar a meta de 95% de cobertura? Compartilhe seus pensamentos nos comentários e ajude a ampliar o debate sobre saúde infantil e imunização.
