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Justiça determina determina criação de plano municipal de transporte em comunidade quilombola em Ibitiara 

Justiça determina determina criação de plano municipal de transporte em comunidade quilombola em Ibitiara 
Justiça determina determina criação de plano municipal de transporte em comunidade quilombola em Ibitiara 

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Resumo — O Tribunal de Justiça da Bahia determinou que a prefeitura de Ibitiara garanta transporte regular à Comunidade Quilombola Tiririca de Cima, na Chapada Diamantina, reconhecida como isolada pela Fundação Palmares desde 2011, assegurando acesso a serviços básicos.

A decisão, proferida na sexta-feira, 10, acolhe recurso do Ministério Público da Bahia (MP-BA) contra decisão de primeira instância que negava o atendimento. A Justiça cobra que Ibitiara apresente, em 30 dias, um plano emergencial de transporte para a comunidade e promova a oitiva da Associação Comunitária dos Produtores Rurais de Tiririca de Cima para mapear as necessidades mais urgentes.

O documento também fixa o prazo máximo de 60 dias para a implementação de uma solução provisória de transporte regular. A localidade está a cerca de 54 quilômetros da sede do município e não dispõe de posto de saúde, escola ou outros serviços públicos essenciais, obrigando moradores a custear traslado particular por cerca de R$ 50 por trecho para acessar atendimentos de saúde, bancos e demais políticas públicas.

Segundo o Promotor de Justiça Lucas Peixoto Valente, a ausência de transporte público regular gera custos incompatíveis com a realidade econômica da população, provocando exclusão social e cerceamento da cidadania. A omissão municipal é apontada como discriminação indireta e racismo ambiental, ao impedir a comunidade de usufruir de condições mínimas de dignidade.

A decisão reforça o papel do MP-BA na defesa de comunidades tradicionais e coloca Ibitiara sob responsabilidade de agir com transparência e participação comunitária, buscando reduzir as desigualdades regionais. A Tiririca de Cima depende dessa resposta para melhorar mobilidade, saúde e acesso a serviços públicos essenciais.

E você, como encara a importância de oferecer transporte público a comunidades quilombolas isoladas? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe do debate sobre políticas públicas que promovem dignidade e cidadania para todos.

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