Governo acredita que EUA também deverá impor taxa por trabalho forçado

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Resumo: o governo brasileiro acompanha com atenção se a nova tarifa de 12,5% anunciada pelos Estados Unidos será cumulativa com os 25% já em vigor, em meio a investigações da Seção 301 sobre trabalho forçado. a decisão, prevista para ser anunciada no dia 24 de julho, pode impactar as exportações brasileiras.

Júlio César Silva/MDIC
Imagem colorida, ministro Marcio Elias Rosa - Metrópoles

Segundo o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, a possibilidade de cumulatividade depende da posição dos EUA. se a tarifa de 12,5% for somada aos 25%, o impacto pode chegar a 37,5% em alguns itens, enquanto a não cumulatividade fica em 25%. a linha de atuação americana exige definição clara, que deve sair com o anúncio de 24 de julho.

O debate ocorre em meio a uma linha de regras do USTR (Office da Representante Comercial dos EUA), que aponta a existência de tarifas de até 10% para países que adotem ou cumpram acordos de combate ao trabalho forçado. Em resumo, governos que proíbem a importação de produtos provenientes de trabalho forçado podem ver tarifas adicionais propostas, o que inclui o Brasil entre as nações analisadas.

As projeções indicam que a nova tarifação poderia abranger cerca de 18% das exportações brasileiras para os EUA, representando cerca de US$ 7,4 bilhões em 2024. O ministro Márcio Elias Rosa destacou que, dependendo do cenário, o impacto para 2025 pode variar: com as tarifas em vigor, a participação pode cair para 15% das exportações.

“Com essa nova tarifa, vamos ter cerca de 18% das nossas exportações atingidas, o que corresponde a US$ 7,4 bilhões,” afirmou o ministro em referência ao período de 2024. Ele acrescentou que, se as tarifas entrarem em vigor em 2025, o peso estimado recua para 15%, refletindo o ajuste esperado no fluxo comercial.

O assunto ainda está em aberto, com o anúncio reservado para a próxima sexta-feira. Enquanto isso, o governo brasileiro segue monitorando as ações dos EUA e avaliando impactos sobre setores exportadores. E você, o que acha que essa decisão significa para as relações comerciais Brasil–EUA? compartilhe sua opinião nos comentários e gere a discussão.

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