Flávio Bolsonaro espalha informações falsas sobre urnas eletrônicas em evento com diplomatas 

Escrito por: Diógenes Cunha

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Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República, lançou críticas à integridade técnica das urnas eletrônicas durante um evento com diplomatas de quase 50 países e organizações, nesta terça-feira (21).

O encontro, denominado Debatendo o Brasil, foi promovido pela Novo Selo Comunicação em parceria com o The Brazilian Report. Segundo informações do g1, o evento reuniu representantes estrangeiros para discutir o voto eletrônico no Brasil. Durante a fala, Flávio sugeriu que muitas máquinas utilizadas nas eleições teriam a mesma origem de uma empresa vinculada à Smartmatic e citou um suposto relatório da CIA sobre vulnerabilidades no processo venezuelano de 2012.

“Não vou entrar em mais detalhes, mas é importante registrar que muitas dessas máquinas utilizadas nas eleições brasileiras são da mesma empresa”, disse o senador, em referência às urnas em uso no país.

Ele pediu, ainda, que o Brasil recebesse mais observadores eleitorais de diferentes países e que profissionais com conhecimento técnico avaliassem a tecnologia, para tornar as eleições mais seguras e transparentes.

Em resposta, a Justiça Eleitoral (TSE) informou que as alegações sobre a relação entre as urnas brasileiras e a Smartmatic são falsas. Em nota publicada em 2020 e atualizada em 8 de julho de 2026, o tribunal enfatizou que a Smartmatic não fornece urnas nem softwares para as eleições nacionais, limitando-se a atuar no treinamento de profissionais.

O TSE reiterou ainda que o software é desenvolvido e gerido exclusivamente pela Justiça Eleitoral, e que o sistema utiliza meios próprios e criptografados de comunicação, sem conexão com redes públicas como a internet. Em mais de duas décadas, não houve comprovação de fraude, violação de sigilo ou manipulação na totalização dos votos.

Após repercussões, a assessoria de Flávio Bolsonaro informou que ele não questionou a integridade do sistema, mas citou o relatório da CIA para contextualizar o debate. Segundo o g1, a campanha enfatizou a narrativa de que não houve questionamento ao sistema, apenas a divulgação de informações que impactaram a elegibilidade do pai do pré-candidato.

Convido você, leitor, a deixar sua opinião nos comentários sobre o tema e o papel da observação internacional no processo eleitoral brasileiro.

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