Operador financeiro de TH Joias é preso por ligação com o CV no Rio

Escrito por: Diógenes Cunha

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PrimeiroJornal

Polícia Civil prende suspeito ligado ao Comando Vermelho, apontado como operador financeiro de TH Joias

22/07/2026 12:45

Atualizado 22/07/2026 12:50

Nesta quarta-feira, 22 de julho de 2026, a Polícia Civil prendeu Leandro Ferreira Marçal, condenado por integrar uma organização criminosa ligada ao Comando Vermelho (CV). A ação ocorreu no Rio de Janeiro e foi efetuada por agentes da Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme), em cumprimento a mandado de prisão expedido pela Justiça.

De acordo com as investigações, Marçal atuava como operador financeiro do ex-deputado estadual Tiego Raimundo de Oliveira Santos, conhecido como TH Joias, dentro do núcleo logístico do grupo criminoso. A apuração aponta que ele participava de operações que envolveram a movimentação de recursos financeiros ilícitos.

Segundo a Polícia Civil, o condenado ocupava um cargo comissionado no gabinete de TH Joias e utilizava a função para recolher, transportar e movimentar grandes quantias em dinheiro provenientes de atividades ilícitas, atuando como elo entre o aparato político e as operações criminosas.

As investigações também indicam que Marçal mantinha contato frequente com lideranças do tráfico no Complexo do Alemão. Entre as pessoas envolvidas, estaria Gabriel Dias de Oliveira, conhecido como Índio, a quem teriam sido destinadas parcelas de recursos para TH Joias e para interlocutores da organização criminosa, totalizando valores repassados em diferentes ocasiões.

Para os investigadores, a nomeação no gabinete parlamentar servia como fachada para facilitar a circulação de recursos ilícitos e oferecer suporte logístico ao esquema criminoso, fortalecendo a rede de atuação entre o parlamento e as atividades do CV.

Em decisão de primeira instância, Marçal foi condenado a 6 anos e 6 meses de prisão pelo crime de organização criminosa, com aumento de pena. A sentença também determinou a perda da função pública e negou ao réu o direito de recurso em liberdade.

Após a prisão, ele será encaminhado à Secretaria de Estado de Polícia Penal (Seppen), onde ficará à disposição da Justiça e passará por audiência de custódia, conforme informou a polícia.

A Polícia Civil destaca que as investigações continuam para identificar e responsabilizar outros integrantes de facções criminosas que atuam no estado do Rio de Janeiro.

A reportagem do PrimeiroJornal acompanhará novas informações oficiais e convida leitores a contribuírem com opiniões nos comentários sobre o tema.

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