O rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam, está foragido desde 3 de fevereiro. Segue em tratamento contra a tuberculose diagnosticada em junho, segundo a defesa, que informou que ele recebe acompanhamento médico e apoio de familiares. A juíza Tula Corrêa de Mello negou o pedido de revogação da prisão preventiva.
Segundo a defesa, Oruam vem apresentando perda de cerca de 5 kg, tosse crônica e lesões nos tecidos pulmonares, além de sarcopenia, condição que reduz a massa muscular. O advogado afirmou que o artista está sob cuidado de médicos e recebe apoio da família.
Oruam responde a processo por tentativa de homicídio qualificada contra dois policiais civis, e é considerado foragido desde 3 de fevereiro. A Justiça aponta descumprimento de medidas cautelares, incluindo o monitoramento eletrônico, como motivação para a nova prisão preventiva.
A ação penal tem origem em 21 de julho de 2025, quando policiais da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) foram à antiga residência do cantor, no Joá, Zona Oeste do Rio, para cumprir mandado de busca e apreensão contra um adolescente investigado. Segundo a investigação, o jovem fugiu após ser colocado em uma viatura descaracterizada, enquanto Oruam e outras pessoas teriam arremessado pedras contra o veículo, conforme vídeos do inquérito.
Três dias após o episódio, Oruam se entregou à polícia e ficou preso por cerca de 50 dias no Complexo de Gericinó, em Bangu (RJ). Posteriormente, a prisão foi substituída por medidas cautelares, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica. A Justiça manteve a linha de que o artista descumpriu as determinações ao romper o monitoramento eletrônico, motivando nova prisão preventiva.
Conforme informações do processo, o caso continua tramitando no Rio de Janeiro. Participe da discussão nos comentários para compartilhar suas perspectivas sobre o tema.
