Bahia mantém prisão preventiva de ex-deputado — A Justiça baiana manteve a prisão preventiva do ex-deputado federal Uldurico Alencar Pinto, conhecido como Uldurico Júnior. A decisão foi proferida pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Eunápolis, que indeferiu o pedido de revogação da prisão e também a substituição por medidas cautelares ou prisão domiciliar.
Defesa pediu liberdade provisória A defesa argumentou que não houve contemporaneidade entre os fatos ocorridos em 2024 e a ordem de prisão cumprida apenas em abril de 2026, além de apontar primariedade, bons antecedentes, residência fixa e possível perda de poder político residual. Também solicitou prisão domiciliar por questões de saúde, alegando transtornos neuropsiquiátricos graves.
Decisão do juiz O magistrado Heitor Awi Machado de Attayde indeferiu todos os pleitos, com base em três fundamentos: (1) risco contínuo e atualidade – a prisão permanece por envolver crimes de organização criminosa, corrupção passiva e facilitação de fuga, relacionados a uma estrutura criminosa ativa; (2) inviabilidade de cautelares alternativas – pela gravidade das condutas e pelo vulto financeiro, medidas como tornozeleira eletrônica não seriam suficientes; (3) assistência médica no presídio – não houve comprovação de incapacidade do sistema para oferecer tratamento de saúde, e o juiz determinou que o estabelecimento garanta medicação e acompanhamento clínico intramuros.
Contexto das investigações Uldurico Júnior foi preso em abril de 2026 durante a Operação Duas Rosas, deflagrada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA). As investigações apontam que o ex-parlamentar teria articulado a fuga em massa com lideranças do tráfico local — entre eles Ednaldo Pereira Souza, conhecido como “Dadá”.
A ação envolveu a ex-diretora da unidade prisional, Joneuma Silva Neres, que, em delação premiada, detalhou pagamentos de propina e a logística do resgate armado.
Por: Edvaldo Alves/Liberdadenews
