Bebê de 1 ano morre após ficar com a cabeça presa entre Grade e parede em creche no centro de SP; cinco funcionários são investigados

Um bebê de 1 ano e 4 meses, Abdoulaye Dieng, morreu na manhã desta quarta-feira após ficar com a cabeça presa entre uma grade e uma parede da Creche Luz do Brás, localizada na região central de São Paulo. Segundo informações da Polícia Civil, o incidente ocorreu durante uma atividade recreativa e envolveu crianças sob vigilância da unidade, que já está sob investigação.
Conforme o relato do advogado da família, Erson de Oliveira, o acidente aconteceu em uma sala destinada a atividades como ballet, onde havia uma estrutura metálica fixada na parede cobrindo um espelho. Abdoulaye teria colocado a cabeça no espaço entre a estrutura e a alvenaria, ficando preso por cerca de seis a sete minutos até ser retirado por funcionários da creche. A criança foi encaminhada à UPA Mooca, mas não resistiu.
O caso foi registrado como homicídio culposo e está sendo apurado pelo 8º Distrito Policial (Brás). A Polícia Civil solicitou perícias ao Instituto de Criminalística (IC) e ao Instituto Médico Legal (IML), além de analisar imagens de câmeras de segurança da creche, para esclarecer as circunstâncias do acidente.
Cinco funcionários da Creche Luz do Brás passam a ser investigados pela Polícia Civil: a diretora da unidade, a coordenadora, uma professora, uma pedagoga e outro servidor. A apuração busca entender como ocorreu a situação que levou à morte da criança e se houve falha na supervisão das atividades, especialmente durante a confraternização descrita pela defesa da família.
A Secretaria Municipal de Educação (SME) informou que abriu um procedimento administrativo para apurar o caso, independentemente da investigação policial. Caso sejam confirmadas irregularidades, medidas cabíveis, incluindo possível descredenciamento da organização responsável pela administração da creche, serão adotadas. A sala onde ocorreu o acidente permanece interditada para análise técnica, e equipes do Núcleo de Apoio e Acompanhamento para a Aprendizagem (Naapa) estão apoiando a família e atendendo crianças, familiares e funcionários da unidade.
Segundo informações divulgadas pelo Metrópoles, parceiro do PrimeiroJornal, a cobertura está em andamento e envolve a análise de depoimentos, vistorias e imagens de segurança para esclarecer a dinâmica do ocorrido.
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