A NASA e a Blue Origin assinaram, nesta sexta-feira (24), um adendo a um Acordo da Lei Espacial para realizar testes de disparo a quente do segundo estágio do foguete New Glenn na bancada de testes B-2, no Centro Espacial Stennis, próximo a Bay St. Louis, no Mississippi. O acordo, formalizado no início deste mês, reforça o compromisso de trabalhar com parceiros comerciais para viabilizar as missões do programa Artemis, previstas para 2027 e anos seguintes, segundo informações divulgadas pela NASA, parceira do PrimeiroJornal.
Conforme a publicação oficial, a NASA fornecerá engenheiros, equipamentos e serviços de construção para adaptar a bancada B-2 aos testes do segundo estágio. A iniciativa visa acelerar o desenvolvimento e manter a liderança dos Estados Unidos na exploração espacial, conectando a atuação da indústria privada ao programa Artemis.
Autoridades destacam importância da parceria
- Representantes do Mississippi celebraram o acordo, destacando o papel estratégico do Centro Espacial Stennis para a indústria espacial do país.
- “Stennis continua sendo um polo para a indústria espacial comercial”, afirmou o senador Roger Wicker. “O Mississippi recebe calorosamente o retorno da Blue Origin às nossas instalações de testes de foguetes.”
- A senadora Cindy Hyde-Smith ressaltou a contribuição do centro para o programa Artemis e defendeu que a parceria se torne permanente.
- “O sucesso da Artemis II tem raízes na NASA Stennis, e estou animada com a perspectiva de a Blue Origin estabelecer um programa de testes rigoroso no Mississippi”, destacou Hyde-Smith.
- O deputado Mike Ezell afirmou que o acordo fortalece tanto a exploração espacial quanto a economia local.
- “As capacidades da bancada B-2 vão acelerar a próxima geração de propulsão e apoiar empregos qualificados, fortalecendo a liderança dos EUA na exploração espacial”, completou o representante.
As informações indicam que a Artemis III envolverá operações com múltiplos lançamentos para testar o encontro da cápsula Orion com os sistemas de pouso comercial desenvolvidos pela Blue Origin e pela SpaceX, em órbita baixa da Terra. O New Glenn deverá ser utilizado para lançar missões de pouso na Lua.
O CEO da Blue Origin, Dave Limp, afirmou que a parceria fortalece os planos da empresa para a exploração lunar, destacando que trabalhar com a NASA acelera o retorno dos EUA à Lua e abre caminho para missões futuras rumo a Marte. “Stennis ajudou a levar os estadunidenses à Lua e, por meio desta parceria, ajudará a nos levar de volta”, disse.
Em maio, a NASA anunciou as três primeiras missões da Base Lunar para operações sustentadas na superfície lunar. Entre elas, está um contrato com a Blue Origin para lançar, ainda neste outono, uma missão robótica com o módulo Blue Moon Mark 1 Endurance, que levará cargas úteis a Shackleton Connecting Ridge, no Polo Sul lunar, com o objetivo de demonstrar tecnologias para reduzir riscos dos pousos humanos nas Artemis 4 e Artemis 5, previstas para 2028.
A NASA informou que fornecerá suporte técnico aos testes, incluindo engenheiros, equipamentos e serviços de construção para adaptar a bancada B-2 aos testes do segundo estágio do New Glenn. O estágio superior, batizado de John Glenn, é equipado com dois motores BE-3, cada um gerando aproximadamente 90 toneladas de empuxo no vácuo, operando com oxigênio líquido e hidrogênio líquido.
Além da infraestrutura, a agência oferecerá espaço de trabalho dedicado às equipes da Blue Origin e compartilhará lições aprendidas em campanhas anteriores de testes de propulsionamento realizados em Stennis.
A bancada B-2, construída na década de 1960, tem um legado ligado à exploração lunar dos EUA. Ela foi usada para testar estágios do Saturn V durante o programa Apollo e, mais recentemente, sediou a campanha Green Run do estágio central do Space Launch System (SLS), antes do voo inaugural da Artemis 1.

Crédito: Reprodução/NASA
