Pesquisa mostra que vacinação diminuiu prevalência de HPV ente jovens

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Nova pesquisa brasileira, a Pop-Brasil, aponta que a prevalência dos quatro tipos de HPV cobertos pela vacina caiu quase pela metade entre 2016-2017 e 2020-2023, no Brasil. O estudo, conduzido pelo Hospital Moinhos de Vento em parceria com o Ministério da Saúde, analisou amostras de 6.388 participantes não vacinados na primeira fase e mais de 10 mil na segunda, com foco em jovens de 16 a 25 anos. A pesquisadora epidemiologista Eliana Wendland ressalta que esse grupo é o principal alvo da infecção, já que é o início da vida sexual, e que a cobertura vacinal ainda não é ideal.

Entre meninas e mulheres, a prevalência dos quatro tipos de HPV cobertos pela vacina era de 15,6% na fase inicial e caiu para 3,1% na fase seguinte entre as vacinadas. A taxa de vacinação nesse grupo era de 61,8%, enquanto entre os homens a cobertura ficou em 31,1%.

Entre as meninas não vacinadas, a prevalência na segunda fase foi de 10,5%. Entre os homens, a queda ocorreu apenas entre os vacinados, de 13,8% para 4,6%; não houve mudança estatisticamente significativa entre não vacinados, atribuída à baixa adesão vacinal nesse público, explicou Wendland. A pesquisa também indica que o estudo será publicado na npj Vaccines.

VACINAÇÃO EFICAZ Entre os quatro tipos cobertos pela vacina, a tendência é de queda na prevalência, enquanto a prevalência geral de HPV (todos os subtipos) subiu de 46,7% para 56,6% nas duas fases, um dado citado para contextualizar o impacto específico da vacinação.

Outro resultado relevante é a constatação de que o esquema de dose única no SUS mostrou eficácia, sem diferença na prevalência entre quem recebeu uma, duas ou três doses.

O programa de HPV no SUS teve início em 2014 para meninas, expandiu-se para os meninos em 2017 e, em 2024, passou de duas doses para uma na rotina básica de imunização.

Atualmente, o público-alvo inclui crianças e adolescentes de 9 a 14 anos, além de alguns adultos vulneráveis, como imunossuprimidos, vítimas de violência sexual, usuários de profilaxia pré-exposição e pessoas com lesões precursoras no colo do útero.

O HPV é a principal causa do câncer do colo do útero e também pode afetar órgãos como pênis, ânus e garganta. Embora a vacina disponível pelo sistema público foque subtipos com maior potencial oncogênico, a adesão vacinal ampla continua essencial.

Os resultados da Pop-Brasil fortalecem a compreensão sobre a eficácia do imunizante no Brasil, com confirmação de publicação na npj Vaccines.

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