Renúncia do ministro da Educação indiano acende crise política após denúncias de fraude em exame envolvendo mais de 2 milhões de candidatos

Na Índia, o ministro da Educação, Dharmendra Pradhan, renunciou ao cargo neste sábado (25/7), em meio a uma crise política alimentada por protestos de jovens. A pressão ganhou corpo após denúncias de fraudes em um exame nacional de medicina que afetou mais de 2 milhões de candidatos, com relatos de que cerca de 20 estudantes teriam tirado a vida diante da situação. O movimento ganhou força nas redes sociais com a alcunha de “Partido Popular das Baratas”, pressionando o governo e ampliando o debate sobre o ensino, o custo de vida e o mercado de trabalho.
A indignação ganhou corpo também com a apropriação, por parte do movimento, de uma declaração do presidente da Suprema Corte, Surya Kant, na qual desempregados foram comparados a insetos — o que intensificou as críticas à condução política de Modi e ao andamento das políticas públicas.
Momento mais dramático: na segunda-feira (20/7), a polícia utilizou bombas de gás e cassetetes para impedir uma marcha estudantil rumo ao Parlamento. Pelo menos 180 feridos foram confirmados por fontes oficiais, enquanto organizadores estimam centenas de feridos. Mesmo com o bloqueio de internet em partes da capital e o fechamento de 18 estações de metrô, o governo não conseguiu conter a pressão.
A renúncia de Pradhan abriu um debate nacional sobre as mazelas do sistema de ensino e os gargalos do mercado de trabalho na Índia, acentuando a tensão entre a juventude e o establishment político.
Com informações do portal RFI.
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