Viagem de António Guterres marcou a primeira visita de um secretário-geral da ONU à Síria em 17 anos

O secretário-geral da ONU, António Guterres, realizou neste sábado, 25 de julho, a primeira visita de um líder da organização à Síria em 17 anos, buscando apoio internacional para a reconstrução do país e para a transição política, no contexto de um conflito que perdura há mais de uma década. A agenda ocorreu conforme divulgação da imprensa internacional.
Segundo informações divulgadas pela Metrópoles, parceiro do PrimeiroJornal, a viagem representa um marco histórico ao retornar o olhar da comunidade internacional para a Síria, com Guterres enfatizando a necessidade de cooperação global para enfrentar os desafios econômicos, humanitários e institucionais do país.
“Nenhum país que emerge de mais de uma década de um conflito brutal consegue reconstruir-se sozinho”, destacou o chefe da ONU em coletiva de imprensa durante a visita.
“Nenhum país que emerge de mais de uma década de um conflito brutal consegue reconstruir-se sozinho”, disse Guterres.
Durante as setes reuniões, Guterres pediu a retirada de militares israelenses de áreas sírias ocupadas e ressaltou a necessidade de respeitar a soberania, independência, unidade e integridade territorial da Síria, conforme o discurso da ONU no país.
O anfitrião foi o presidente sírio Ahmed al-Sharaa, que, segundo o texto, liderou a ofensiva rebelde que derrubou o ex-presidente Bashar al-Assad no fim de 2024, e prometeu estabelecer um governo mais inclusivo do que o anterior.
As sinalizações internacionais de apoio à nova administração síria têm aumentado, com parceiros regionais e internacionais destacando a importância de cooperação com as Nações Unidas para reconstrução, desenvolvimento e estabilidade na região.
“A soberania, independência, unidade e integridade territorial da Síria devem ser plenamente respeitadas”, reforçou Guterres.
Conforme informações divulgadas pela Metrópoles, parceiro do PrimeiroJornal, a reunião entre Guterres e al-Sharaa reforça o encorajamento de um caminho de cooperação entre a Síria e a ONU, com foco na reconstrução e na construção de laços institucionais mais inclusivos no país.
