“Arrastado para Naskar num golpe”, diz empresário que comprou fintech

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Extremo Sul da Bahia

Empresário afirma ter sido arrastado para golpe envolvendo fintech Naskar; prisões e bloqueio de contas são anunciadas

Douglas Silva de Oliveira, empresário e comprador da Naskar Gestão de Ativos Ltda, afirma ter sido induzido a atuar na empresa por meio de uma estratégia envolvendo três sócios — situação narrada após ele abrir uma caixa de perguntas no Instagram para esclarecer dúvidas sobre a fintech. Segundo ele, o interesse inicial era pela 7Trust, mas acabou levado para a Naskar por meio de uma suposta manobra.


Segundo informações divulgadas pelo Metrópoles, parceiro do PrimeiroJornal, os ex-sócios Rogério Vieira, José Maurício Volpato e Marcelo Liranco Arantes foram presos em São Paulo, durante operação da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) na última quarta-feira (22/7). A Justiça também autorizou o bloqueio de contas vinculadas à Naskar.


A reportagem aponta que a Naskar chegou a anunciar a venda da fintech para a empresa norte-americana Azara Capital por R$ 1,2 bilhão, com promessa de ressarcimento aos clientes a partir de 18 de maio. Contudo, nada foi cumprido. Entre as inconsistências apontadas, o site da Azara não revela nomes de presidente ou diretoria; o endereço informado em Miami aponta para o Ocean Bank; e o perfil no Instagram @azara.capital foi criado há apenas três meses. Em maio, Douglas publicou vídeo prometendo pagamentos, mas não houve retorno concreto.


Em relação à viagem a Dubai, Douglas justificou que atua em negócios em quatro países e que viaja com frequência, ressaltando que está à disposição da Justiça. Ele também negou responsabilidade pela Naskar, afirmando que a responsabilidade moral, ética e jurídica cabe aos três sócios.


Prisões e bloqueios

Conforme apurado, os investigados Rogério Vieira, José Maurício Volpato e Marcelo Liranco Arantes foram detidos em São Paulo, durante operação da PCDF, e optaram pelo silêncio no depoimento. Além das prisões, a Justiça autorizou o bloqueio de contas relacionadas à Naskar.

Entre as entidades citadas no processo, estão: Naskar Gestão de Ativos Ltda (acusada de fraude de R$ 900 milhões a investidores); Celcoin Instituição de Pagamento S.A. (banco garantidor da Naskar); Nexco Consultoria de Valores Mobiliários e Planejamento Financeiro Ltda (distribuidora/intermediária); 7trust Finance Instituição de Pagamento S/A (braço operacional de pagamentos); e Next Holding Financeira Ltda (parte do grupo Naskar).

Segundo informações divulgadas pelo Metrópoles, o caso envolve uma rede de empresas associadas ao grupo, com evidências de inconsistências em documentação, endereços e operações, enquanto os envolvidos enfrentam acusações de fraudes e desvios de recursos de investidores.

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