
Trump, Milei e Xi Jinping passaram a influenciar o discurso e os bastidores da disputa presidencial brasileira de 2026



Segundo informações divulgadas pelo Metropoles, parceiro do PrimeiroJornal, a corrida presidencial de 2026 ganhou contornos internacionais, com chefes de Estado atuando, ainda que de forma indireta, na pauta do debate brasileiro. Nos últimos dias, o presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente argentino, Javier Milei, sinalizaram alinhamento com Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Em contraste, o presidente da China, Xi Jinping, manifestou apoio ao presidente Lula diante da escalada de tensões entre Brasília e Washington.
Milei participou da convenção do PL em São Paulo, para oficializar a candidatura de Flávio Bolsonaro. No evento, o argentino dirigiu ataques a Lula e ao ministro do STF Alexandre de Moraes, chamando Lula de “presidiário” e “ladrão” e Moraes de “lixo”. As declarações, segundo destacados no meio político, contribuíram para uma nova rodada de repercussões diplomáticas.
O Itamaraty convocou o embaixador brasileiro em Buenos Aires para consultas, enquanto o presidente do STF, ministro Edson Fachin, repudiou as falas. O governo argentino informou não ter planejado um pedido formal de desculpas.
Do lado chinês, Xi Jinping manteve o discurso de apoio a Lula em telefonema, segundo a agência Xinhua. A posição reivindicou o fim de qualquer interferência externa nos assuntos internos brasileiros e ressaltou o interesse em ampliar a cooperação bilateral com o Brasil, principal parceiro comercial da China na América Latina.
As eleições de 2026 estão marcadas para 4 de outubro, com segunda rodada possível em 25 de outubro caso nenhum candidato à Presidência alcance a maioria dos votos válidos.
