Durante o episódio #322 do Bar FC, exibido nesta terça-feira (28), os jornalistas Clara Albuquerque, correspondente da TNT Sports na França, e Elton Serra, comentarista da ESPN, defenderam que o futebol brasileiro precisa profissionalizar a formação de atletas sem abrir mão das características que historicamente moldaram o estilo de jogo do país.
Em conversa com os apresentadores Pedro Sento Sê, Thiago Tolentino e Cássio Cardoso, os profissionais avaliaram que clubes e seleções brasileiras têm buscado reproduzir modelos europeus de formação, mas acabam deixando de lado o improviso e a criatividade que sempre diferenciaram os jogadores brasileiros.
Para Elton Serra, é necessário separar organização de engessamento no processo de formação. “O futebol brasileiro sempre foi forjado no improviso. Existe improviso com organização. O Brasil precisa de organização, mas, no último terço do campo, é o melhor do mundo. Só que a gente tem feito com que os jogadores se tornem cada vez mais organizados nos dois primeiros terços e percam justamente a criatividade no último”, afirmou.
O comentarista também criticou a prioridade dada pelos clubes à formação voltada para o mercado internacional, privilegiando características físicas em detrimento do talento técnico. “O negócio do futebol no Brasil é colocar produto de exportação na prateleira. A maior parte das divisões de base busca primeiro o atleta alto, forte e rápido. A disciplina tática passou a ter uma função econômica. O Romário, por essa lógica, talvez nem tivesse oportunidade na base”, avaliou.
Clara Albuquerque concordou que o futebol brasileiro pode aprender com a organização e o profissionalismo europeus, mas ressaltou que isso não deve significar abandonar a identidade construída ao longo da história.
“A gente confundiu organização e profissionalização com engessamento do jogo. O futebol europeu é o mais bem-sucedido do mundo atualmente e há muito o que aprender, mas a nossa essência sempre esteve na criatividade, no improviso e na capacidade de encontrar soluções dentro do jogo”, disse.
Durante o debate, os jornalistas também destacaram exemplos de seleções europeias que preservam suas identidades culturais dentro de campo, como Argentina, França e Espanha. Para Elton, o Brasil precisa encontrar um equilíbrio entre metodologia e liberdade criativa para voltar a formar jogadores capazes de decidir partidas com talento individual, sem abrir mão da organização coletiva.
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Segundo informações divulgadas pelo Bahia Notícias, parceiro do PrimeiroJornal, o portal e o Bar FC firmaram uma parceria em junho de 2026 para o compartilhamento de conteúdos durante as transmissões realizadas de segunda a sexta-feira, a partir das 11h38.
O Bar FC tem como proposta apresentar diariamente análises, debates, opiniões e resenhas sobre o futebol brasileiro, com atenção especial aos principais jogos da rodada, polêmicas, bastidores e outros assuntos que movimentam o mundo da bola.
O projeto também conta com entrevistas, correspondentes de outros estados e interação ao vivo com os internautas. O programa é apresentado por Cassio Cardoso e Pedro Sento Sê, que passaram a contar com a participação do jornalista Thiago Tolentino, responsável por levar conteúdos exclusivos do Bahia Notícias para os debates.
O projeto é patrocinado por marcas como Nuv, Boteco do França, Buonna Pizza, Saideira Express, Prússia Bier, Berna Barbearia, Casa Esportiva e Casa de Apostas.
PALAVRAS-CHAVE: Bar FC, Bahia Notícias, futebol brasileiro, formação de atletas, improviso, organização, indústria do esporte, ESPN, TNT Sports, identidade cultural.
META DESCRIÇÃO: Jornalistas debatem a formação de atletas no Brasil, defendendo equilíbrio entre organização e criatividade no futebol, em Bar FC, com parceria entre Bahia Notícias e PrimeiroJornal.
