FIFA pede desculpas em nota por plano de vender vagas na Copa do Mundo

Escrito por: Diógenes Cunha

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Resumo: A Fifa pediu desculpas às federações filiadas após a repercussão negativa do plano FIFA Forward Enterprise, que previa a criação de uma subsidiária para ativos comerciais e a venda de 20% da nova estrutura a investidores privados. A retratação ocorreu em Rabat, Marrocos, durante reunião de crise com Infantino, Grafström e membros da cúpula. O projeto foi retirado em meio a críticas de ligas europeias e de entidades do futebol.

A Fifa pediu desculpas às federações filiadas após a repercussão negativa do plano FIFA Forward Enterprise, que previa a criação de uma subsidiária para ativos comerciais e a venda de 20% da nova estrutura a investidores privados. A retratação ocorreu em Rabat, Marrocos, durante uma reunião de crise com o presidente Gianni Infantino, o secretário-geral Mattias Grafström e integrantes da cúpula da entidade.

O projeto visava levantar cerca de US$ 4,2 bilhões por meio da venda de participação na nova operação, segundo informações da Reuters. Além disso, a proposta despertou críticas por envolver uma empresa com ligações familiares ao presidente dos EUA, Donald Trump.

A reação internacional foi rápida: federações, confederações e ligas apontaram a falta de consulta prévia e o risco de transferir parte do controle comercial da Copa do Mundo para o mercado financeiro, dificultando a gestão de direitos.

Em comunicado oficial, a FIFA reconheceu que o processo deveria ter sido conduzido de outra forma e informou ter enviado aos membros do Conselho e às 211 associações filiadas uma carta de desculpas pelos erros cometidos.

A cúpula também expressou apoio a Infantino, que enfrenta um dos momentos mais delicados desde que assumiu a presidência, em 2016, em meio a pressões para sua saída e a movimentos contrários à sua candidatura à reeleição.

O projeto foi retirado após uma mobilização coordenada de diferentes setores do futebol. A UEFA foi uma das vozes mais severas nas críticas, chegando a sinalizar boicotes a competições organizadas pela FIFA caso o plano avançasse.

A crise também trouxe desgaste dentro da própria instituição. Carlos Cordeiro, assessor sênior de Infantino, deixou o cargo em protesto, enquanto o diretor de operações da FIFA, Kevin Lamour, afirmou que funcionários foram “enganados” no processo.

Mesmo com o recuo, o episódio abriu uma crise de governança para a FIFA. A eleição para o cargo de presidente está marcada para março de 2027, no Marrocos, com Infantino buscando a reeleição, mas com menos apoio entre as federações nacionais.

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