Polícia Civil deflagra a Operação Magnum e apreende relógios de luxo, munições e documentos em imóvel ligado a “Caga Óleo”

Escrito por: Diógenes Cunha

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Resumo: Em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, a Polícia Civil deflagrou a nova fase da Operação Magnum, desdobramento de investigações iniciadas há cerca de um ano, com cumprimento de mandados e apreensão de bens ligados a uma organização criminosa que atua no tráfico de drogas. A ação envolve o líder Leandro Alves dos Santos, conhecido como “Caga Óleo“, e já resultou na prisão de integrantes na fase anterior. A ofensiva apreendeu 64 relógios de alto valor, roupas de marcas renomadas, 38 munições calibro .40, 14 cartões bancários, 3 CNHs, 1 documento de identidade profissional, 2 documentos com indícios de falsificação, 1 notebook e 1 pen drive, entre outros itens, contribuindo para o aprofundamento das investigações.

Operação Magnum - Camaçari

Crédito: Liberdade News

Operação Magnum - apreensões

Crédito: Liberdade News

A nova etapa da Magnum é apresentada pela Polícia Civil como parte de ações estratégicas de inteligência voltadas à produção de provas, à identificação de envolvidos e à descapitalização financeira de organizações criminosas que atuam no tráfico de drogas na Bahia. As investigações indicam que o grupo movimentava recursos incompatíveis com a renda declarada, fortalecendo a linha de apuração sobre lavagem de dinheiro.

Na primeira fase da operação, foram presos diversos integrantes da quadrilha responsável pela distribuição, tele-entrega e venda de drogas em Teixeira de Freitas, além de investigação de homicídios, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Entre os presos na etapa inicial estavam Cassiano Dias Brito, 29 anos (lotado na Secretaria de Meio Ambiente de Teixeira de Freitas); Rafael Nunes Di Lauro Dias, 23; e Verônica Silva Cardoso Gama, 38, que atuava com serviços de marketing digital na cidade.

Em Camaçari, as diligências resultaram na apreensão de 64 relógios de alto valor e roupas de marcas renomadas ainda com etiquetas, além de, em um imóvel ligado ao investigado, localizar 38 munições calibre .40, 14 cartões bancários, 3 CNHs, 1 documento de identidade profissional, 2 documentos de habilitação com indícios de falsificação, além de 1 notebook e 1 pen drive. Todo o material foi encaminhado à perícia para aprofundamento das investigações.

Os agentes reiteraram que a operação tem como objetivo fortalecer as provas, identificar todos os integrantes e desestruturar o fluxo financeiro da organização, contribuindo para o combate ao tráfico de drogas na Bahia. As autoridades destacaram que as apurações indicam movimentação de recursos incompatíveis com a renda declarada, reforçando as investigações sobre lavagem de dinheiro.

Resumo: Ação integrada entre 8ª Coorpin/Teixeira de Freitas e 18ª DT de Camaçari, com apoio do Depom, avança contra organização criminosa ligada ao tráfico de drogas na Bahia. Homicídio de Gabriel Wildemberg Cajá, 25, em 18/02/2026, é atribuído a disputa entre facções rivais. A Operação Magnum pode ampliar o cerco e novas informações indicam vínculos com o suspeito Arthur, conhecido como “Rato”.

Teixeira de Freitas, BA – Uma ação integrada de segurança, coordenada pela 8ª Coorpin/Teixeira de Freitas, em conjunto com a 18ª Delegacia Territorial de Camaçari e com o apoio do Departamento de Polícia Metropolitana (Depom), continua em curso para desarticular uma organização criminosa ligada ao tráfico de drogas na região. A operação, denominada Magnum, busca ampliar o cerco aos envolvidos e identificar novas vítimas e alvos, conforme informações oficiais.

As investigações indicam que o homicídio de Gabriel de Jesus Wildemberg Cajá, 25 anos, ocorrido em 18 de fevereiro de 2026, decorreu de uma disputa relacionada ao tráfico de drogas. Segundo apuração preliminar, integrantes de uma organização criminosa rival não teriam aceitado a liderança do grupo de Gabriel, o que teria culminado na execução. A vítima era conhecida pelos apelidos “Zé Delivery”, “Zé Tempero” e “Zé Flores”. A apuração aponta que o grupo já operava com um sistema de atendimento automático para clientes, sinalizando a consolidação de uma rede de entrega de entorpecentes.

Novos desdobramentos – A Polícia Civil enfatiza que a Operação Magnum pode alcançar novos alvos nos próximos dias. Além da morte de Gabriel, o delegado responsável confirmou vínculos com a morte de Arthur Silva de Lucena, o “Rato”, que também integrava o grupo de Gabriel e esteve entre os presos na operação.

Histórico criminal de “Caga Óleo” – Entre os investigados está Leandro, conhecido como “Caga Óleo”, velho conhecido da polícia, com passagem por posse ilegal de arma de fogo. Ele já havia sido preso portando uma pistola Glock calibre .380 e, anteriormente, sofreu uma tentativa de homicídio na penitenciária após ser preso em uma operação do antigo 13º Batalhão de Polícia Militar.

Nossa equipe acompanha as investigações e as ações em curso, que prosseguem com diligências para identificar demais envolvidos e ampliar o cerco à organização criminosa.

Fonte: LiberdadeNews, parceiro do PrimeiroJornal.

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